No pé do ouvido...

A Paz e o Amor continuam em segundo plano

Por Antonio Siqueira

wood

Artisticamente, em especial para a história do rock, é inegável o fato de Woodstock ter mostrado ao mundo o talento de artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Carlos Santana, Creedence Clearwater Revival, The Who, Jefferson Airplane e Joe Cocker entre dezenas de outros tão ou mais relevantes, mas foi também o ponto alto de uma cultura, digamos assim, "bicho-grilesca", que embalada ao refrão de "Let's Go Get Stoned", algo como "vamos ficar chapados", de Joe Cocker, pregava de forma ingênua e até simplista aos olhos de hoje, a paz, o fim da guerra, a união entre os povos e o fim do establishment da época.

Sei que muitos vão me odiar, em especial aqueles que, pela aparência e modo como vêem o mundo, parecem ter voltado ao Brasil à pé da cidadezinha de Bethel, repetindo ainda hoje, 40 anos depois, o já surrado discurso do "faça amor, não faça a guerra". O que me pergunto é: será que realmente acreditavam que se entupir de alucinógenos, rolar na lama e não tomar banho era o caminho para mudar o mundo? Fazia parte da contracultura, é claro.

Poucos questionam o fato de que, embora na prática tenha se tornado um evento gratuíto (apenas 180 mil pessoas pagaram pelos ingressos), Woodstock teve desde seu primeiro momento o objetivo de retorno financeiro. Sim, o lucro. Até aí nada demais, justo que os investidores tenham um retorno. O problema é ao mesmo tempo em que buscam o lucro, demonizar a "elite social e econômica". Ok, alguns vão alegar que Michael Lang amargou um enorme prejuízo com a empreitada, mas até hoje ele vive de Woodstock através da venda de filmes, vídeos, documentários, entrevistas e das infelizes reedições de 1994 e 1999.

Agora, em comemoração aos 40 anos, o que se vê são produtos e mais produtos chegando às lojas de todo o mundo, como CDs, DVDs, posteres, camisetas, livros e todo o tipo de penduricalho que possa de alguma forma ser associado à marca, que é no que se tornou ao final das contas o nome Woodstock, uma marca e, aqueles que ainda hoje são amaldiçoados pelos "woodstockies" são os que mais ganharam com a história.

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h29 AM
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Notas DISSONANTES

 

Telefônica Open Jazz traz Diane Reeves e Buddy Guy ao Brasil

Buddy Guy


A artista da Blue Note, Dianne Reeves, é reconhecida como uma das mais notáveis cantoras de jazz no mundo. Reeves possui diversos prêmios Grammy. É ela quem abre o evento no domingo.

Já Buddy Guy é uma lenda viva do blues que vem divulgando seu mais recente álbum, "Skin Deep". O músico possui um estilo único e inconfundível, que lhe garantiu cinco prêmios Grammy e 23 W.C. Handy Blues Awards, premiação mais importante da categoria blues e que nenhum outro artista conseguiu adquirir.

O Telefônica Open Jazz é realizado no Brasil desde 2007, promovendo espetáculos musicais ao ar livre para o grande público. O evento já trouxe ao país a cantora e pianista Diana Krall, Herbie Hancock e Macy Gray entre outros nomes internacionais.

29/11/2009 - São Paulo/SP
Parque da Independência - Av Nazareth, s/n (Entrada pela Rua dos Patriotas, Portão Principal)
Shows: Buddy Guy e Dianne Reeves
Horário: 16h00
Ingressos: entrada franca
Classificação etária: Livre

Você não está sonhando

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Sim, o guitarrista Jimmy Page desembarca no Brasil para uma única apresentação neste sábado, 28, no Rio de Janeiro. A apresentação tem caráter beneficente e será realizada no auditório da British School, na Urca.

A renda obtida com a apresentação será revertida para a Casa Jimmy, instituição que ampara adolescentes grávidas. O ex-Led Zeppelin vai se apresentar junto com o guitarrista Pepeu Gomes e com a banda Kid Abelha.

Os ingressos são limitados e pais de alunos da British School têm preferência na compra.

28/11/2009 - Rio de Janeiro/RJ
British School
Horário: 16h00
Ingressos: R$ 100,00 (em pé) e R$ 200,00 (sentado)
Informações:
www.britishschool.g12.br



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h12 AM
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Minha vida com o Zé

'Entre nós dois havia uma perpétua competição. Mas ao mesmo tempo

nos recusávamos a deixar que um de nós ficasse muito atrás nessa corrida maluca'.

Por Luiz Carlos Sá

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Nos idos de 66, meu amigo Nelson Lins de Barros me chamou para uma atividade muito comum na época:

 

- Quer ser júri do Festival do Aplicação?

 

Grande festival de música estudantil, o do Colégio de Aplicação, no Rio de Janeiro, costumava sempre mostrar coisas boas em proporção bem maior que seus similares. Aceitei no ato:

 

- Vamos lá!

 

Minha intuição musical, mais uma vez, estava certa. No festival destacou-se um grupo vocal de nível muito superior aos demais concorrentes, o MomentoQuatro. Depois, nos camarins (quer dizer, nas salas de aula do Aplicação reservadas para este fim...) fiz amizade instantânea com seus componentes, pouco mais novos que eu: dois futuros Boca Livre (David Tygel e Maurício Maestro), Ricardo Villas e Zé Rodrix. Eles tiveram suas vidas trançadas com a minha em diversas ocasiões: David dividiu comigo um quartinho metido a suíte no cariocamente mítico Solar da Fossa, uma sede de fazenda do século 18 que – acreditem – foi dividido em centenas de quitinetes e virou muquifo habitacional de todo artista que merecesse esse nome no Rio dos anos 60, para acabar lamentavelmente soterrado sob o abominável Shopping Rio-Sul, ao invés de ter sido justamente tombado como Patrimônio Mundial pela Unesco; Ricardo Villas foi meu cunhado e é tio de dois de meus filhos; Maurício Maestro arranjou e gravou diversas músicas minhas; e Zé Rodrix... Bem... Zé é parte integrante da minha história de vida.

 

Foi Zé, com sua dinâmica extra-sensorial, que me empurrou definitivamente pro poço da música. Tornamo-nos parceiros e amigos inseparáveis no final da década de 60. Nossa interação musical era quase metafísica: eu ia pra casa dele, um apezinho quarto e sala na Prudente de Morais e passávamos dias e noites compondo todo tipo e espécie de música, das geniais às ridículas: jingles, sátiras, sinfonias, tudo isso saía das máquinas de compor que éramos.

 

Quando eu desanimava, Zé me animava, acenando com um futuro melhor para além da censura oficial e do atraso crônico de contas a pagar que então sofríamos. Como se tudo isso não bastasse, lá se foi meu primeiro casamento pras cucuias... E aí apareceu na nossa vida de dupla um outro apê histórico pra nós: o apartamento 1 (era assim antigamente...) da rua Alberto de Campos, 111, Ipanema, Rio, Centro do Universo. Lá moravam nosso amigo Guttemberg Guarabyra e os jornalistas José Trajano e Toninho Neves, que me albergaram naquela hora difícil. E para lá - com o nascimento de Marya Rodrix que não conseguia dormir com nossa algazarra – mudou-se nosso ensaio de dupla, que logo virou trio, com a adesão de Guarabyra.

 

Pra resumir, caímos na estrada e estouramos no Brasil inteiro com dois discos, “Passado, Presente e Futuro” e “Terra”. Como sempre e eternamente acontecerá com 99% dos jovens grupos de todos os tempos, o sucesso acabou deteriorando nossa relação, No começo de 74, entre recriminações e ranger de dentes, nos separamos. Zé foi ser solo e eu e Guarabyra, que também partimos a princípio pro solo, acabamos por seguir em dupla.

 

Esse ressentimento idiota durou até a dupla Sá & Guarabyra comemorar dez anos de carreira, em 82, quando – nós e ele, mais amadurecidos – chamamos o Zé para uma participação especial num memorável show em São Paulo. E dali, entre presenças e ausências, seguimos nos falando de vez em quando até 93, quando o convocamos de novo para arranjar e colaborar no vocal em duas músicas do CD “Sá & Guarabyra – Antenas”. O namoro – eh, eh! - foi longo: só em 2001 nos “casamos” de novo, reunindo o trio para uma apresentação no Rock In Rio III que virou CD, DVD e fez com que, afinal, nos jurássemos juntos para sempre de novo.

Mas o destino é caçador, e neste 22 de maio de 2009 aconteceu o impensável, o inimaginável, o imprevisível: Zé morreu. Meu espanto e sofrimento por esse fato não se devem somente à dor da perda de um amigo de mais de quarenta anos, o que já não é mole, mas também ao fato de que eu achava que o Zé não ia morrer nunca. Como pode morrer uma pessoa tão viva, tão ativa, tão irrefreável, que chegava a nos afligir com sua permanente atividade? Zé era um polvo, com tentáculos que se esticavam para alcançar o máximo possível de atividade humana que pudessem conseguir. E, de repente, o nada. Se até ele morreu, então todos nós somos realmente mortais. Pode? Infelizmente, pode.

 

Nestes últimos oito anos de re-união fomos brindados com tudo o que a vida pode oferecer de melhor e pior para dois amigos: brigamos, gritamos, nos reconciliamos, nos estranhamos, nos atraímos, nos repelimos, nos abraçamos, quase nos batemos, nos beijamos... Entre nós dois havia uma perpétua competição. Mas ao mesmo tempo nos recusávamos a deixar que um de nós ficasse muito atrás nessa corrida maluca. A mão amiga de um estava sempre à disposição do outro. Porque, como sabiamente me falou um dia Tavito, nosso irmão em comum: “amigos de quarenta anos não erram: só se enganam...”.

 

Então, fico aqui me lembrando dos dedos curtos do Zé no teclado – eu sempre ficava imaginando como ele conseguia alcançar uma oitava inteira! - e da sua maneira de falar sempre olhando para cima, o que fazia com que ele parecesse mais alto do que realmente era... Dos seus passos apressados, da sua regência nada técnica, mas sempre empolgada e contagiante, dos seus trejeitos e maneiras, das suas incongruências e certezas tão expostamente humanas, da fragilidade sensível que se escondia atrás de uma segurança montada por anos de cuidadosa construção de objetivos e metas: assim mesmo, como todos nós somos e fazemos, uns mais à vista que os outros.

 

Uma desgraça dessas, que deixa amigos e parentes com o coração na mão, faz com que nos caia a ficha da fragilidade da vida humana, em contraste com a sensação enganosa de eternidade que sempre nos cerca. Então, resta-me constatar essa fragilidade, dolorosamente exposta por James Taylor no refrão da genial e clássica “Fire and Rain”, que ele compôs para uma amiga inesperadamente falecida. Música essa, aliás, que nós três ouvíamos quase que obsessivamente naquele apê da Alberto de Campos:

 

“I've seen fire and I've seen rain

I've seen sunny days that I thought would never end

I've seen lonely times when I could not find a friend

But I always thought that I'd see you here one more time again”.

 

Ou, livremente traduzido:

 

“Já passei por fogo e por chuva,

Já passei por intermináveis dias ensolarados

Já enfrentei tempos solitários, quando não pude encontrar um amigo sequer...

Mas sempre pensei que poderia te ter aqui comigo

Pelo menos uma vez mais”.

 Boa viagem, meu amigo.

* Luiz Carlos Sá é músico, compositor, publicitário e integrante do trio Sá, Rodrix & Guarabyra.

- Fotos: Arquivo VF.

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h56 AM
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Thunder black and his guitar...

 

JIMI HENDRIX, UNPREDICTABLE

James Marshall Hendrix, originalmente John Allen Hendrix
27, novembro/1942 – 18, setembro/1970

Por Antonio Siqueira e Sandra Britto

desenho


 
O guitarrista, cantor e compositor, Johny Allen Hendrix nasceu em Seattle, Washington, depois de ter o nome mudado por seu pai para James Marshall Hendrix, pouco depois que sua mãe o abandonou e morreu.
 
Al, seu pai lhe deu uma guitarra pequena quando ele tinha cinco anos, ao notar o amor de seu filho pela música. Aprendeu a tocar guitarra com quatorze anos de idade, compunha desde que ainda não sabia ler e escrever, decorando tudo. Hendrix foi capaz de pegar uma seqüência de uma guitarra acústica, que o inspirou e tocar como Muddy Waters e Lightnin'Hopkns. Ele aprendeu a tocar de ouvido e de ouvir e praticar horas intermináveis de Chuck Berry.

Depois de um curto período no serviço militar, foi dispensado por ser um soldado não combatente, porque tinha adquirido uma lesão na perna devido a um salto de para-quedas, mas tudo o que ele queria fazer era tocar guitarra.

Ao deixar o Exército, ele se mudou para Nashville, onde tentou fixar uma banda que pudesse acompanhar seu estilo, só passou a tocar em clubes negros, mas aspirava por algo mais. Mudando-se para Nova York, Greenwich Village, foi descoberto por um produtor que, eventualmente, o assistiu e o convidou para tocar em Londres.
Em 1967, uma vez lá,  regravou "Hey Joe", que logo foi sucesso. Lançou outras duas canções que havia escrito e que também foram ‘número um’ em vendas. Hendrix é considerado o pai do blues/rock.

Após sua volta aos Estados Unidos em 1969, Hendrix encara o Festival de Woodstock. Sua performance tocando o hino americano, com aqueles barulhos de explosões e bombas, se tornou um clássico. Depois do protesto, ele ainda fez um culto às drogas, um símbolo de Woodstock e da cultura hippie. A apresentação de encerramento de Hendrix, diante de um público estimado de apenas 40 mil pessoas que permaneceram até a manhã de segunda-feira, se tornou um dos momentos icônicos do festival, mas o co-fundador de Woodstock, Michael Lang, tentou ao máximo colocar o guitarrista diante de um público maior. O empresário de Hendrix, insistiu até o fim que ele deveria fechar Woodstock. Jimi Hendrix, também cantou "The Star-Spangled Banner", esta canção foi símbolo da grande resistência contra a Guerra do Vietnã que já tinha matado jovens americanos demais.

 
De volta a Londres aos 27 anos, Hendrix foi encontrado morto em seu apartamento no hotel depois de uma pílula para dormir. Aparentemente foi uma overdose de álcool e barbitúricos e dada a vontade de viver e a felicidade do grande momento que atravessava, descartou-se a hipótese de suicídio.

jimi

Jimi Hendrix era o neto de um índio Cherokee . Além de roupas extravagantes, ele se distinguia por seus longos cabelos crespos. Era particularmente notável como cada percepção acústica, como o som de uma maçaneta da porta ou passagem do automóvel, se transformado em percepção óptica. Seu feedback  _ solos pesados e melodias alucinógenas _ que ajudou a definir a década psicodélica de 1960, foram eternizados. Hendrix cresceu e se tornou uma lenda da guitarra, do rock’n blues. A guitarra como parte de seu corpo, num passeio elegante entre as cordas. Dispensava as famingeradas paletas, solava sua guitarra nas costas e tocava com a boca, usando a língua em suas performances quase que surreais.


Um amigo disse: “Se eu tivesse que escolher ser outra pessoa, um músico, talvez, seria provavelmente Jimi Hendrix. Ele cruzou a divisão racial, atraiu fãs de todo o mundo. Inesquecível. A assinatura mais fiel em um estilo diferente de qualquer outra coisa na época. "

Se vivo, Hendrix completaria 67 anos no próximo dia 27 de novembro. Há 39, eternizou sua obra com uma morte precoce. Jimi Hendrix, a perfeição na mistura eclética entre o blues, o rock e o jazz, que construíram um estilo inigualável. Hedrix is Hendrix ... is anyone else.

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 12h41 AM
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E eu não disse?

Hacker invadiu sistema da ONS dois dias após apagão
Seg, 16 Nov, 22h57
 


Por Redação Yahoo! Brasil, com Agência Estado


 
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou nesta segunda-feira que um hacker demonstrou que havia uma vulnerabilidade no sistema administrativo do órgão na última quinta-feira, dois dias após o apagão. Ainda nesta tarde, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que um curto-circuito foi responsável pelo apagão que atingiu 18 Estados brasileiros na noite do último dia 10.


Segundo a assessoria de imprensa do ONS, não houve nenhuma invasão na rede operativa do sistema, que é acionada por comando de voz, e o ocorrido não teve relação com o blecaute do dia 10.


O programa '60 Minutes', da rede americana CBS, citou, no último dia 8, dois dias antes do blecaute, fontes anônimas afirmando que os dois dias de apagão no Espírito Santo, em 2007, foram provocados por hackers que atacaram a companhia que controla o sistema de energia. Segundo a rede, hackers também teriam sido responsáveis por outro pequeno apagão no Rio de Janeiro em janeiro de 2005.


De acordo com algumas versões, eles estariam tentando extorquir dinheiro da empresa que controla o sistema de transmissão de energia. Funcionários do governo e a Furnas Centrais Elétricas negaram a informação.


Na segunda-feira, porém, o site da revista americana 'Wired' informou que o apagão de 2007 foi na verdade resultado da negligência na manutenção de duas linhas de transmissão. Segundo o site, a informação tem como base relatório de agências do governo e outros órgãos que investigaram o incidente por mais de um ano.


Curto-circuito


Um boletim publicado na tarde desta segunda-feira no site do MME apontou um curto-circuito como o responsável pelo apagão da noite do último dia 10. Segundo a nota, no dia do blecaute, pouco após as 22 horas, curtos-circuitos próximos à subestação de Itaberá, no interior de São Paulo, provocaram o desligamento de três linhas de alta tensão que transportavam energia da usina de Itaipu e do sistema Sul.


"Com a perda da Usina de Itaipu e do fornecimento da Região Sul, outras usinas também foram desligadas automaticamente na Região Sudeste, a mais afetada por essas ocorrências", explica o comunicado.


O comunicado lembrou que foi criado um grupo de trabalho, coordenado pelo MME, para acompanhar a análise das causas do apagão e buscar medidas que "aumentem o grau de segurança e confiabilidade do sistema interligado de fornecimento de energia elétrica".


O comunicado ainda reforçou que aqueles que tiveram aparelhos elétricos danificados pela interrupção do fornecimento de eletricidade poderão solicitar o ressarcimento do prejuízo às concessionárias locais de distribuição, no prazo de 90 dias.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 01h45 AM
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Notas de interesse coletivo...

Nada de Concreto

Antonio Siqueira

 

 

Até agora nada de concreto, positivo, seguro, foi declarado ou revelado a respeito do que aconteceu no fim da noite de terça, dia 10, início da madrugada de quarta. Tudo continua no escuro. Algumas fontes da Policia Federal investigam a possibilidade de ataque de hakers ao sistema da Companhia Nacional de Energia e já toma contornos de ESCÂNDALO, com causas diferentes do que ocorreu em 2001. Porém, os oposicionistas do PSBB e PMDB não perderam a viajem no que diz respeito à criticas exasperadas e em tom arrogante.

 

O escândalo do apagão foi uma crise nacional, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica. Ocorreu nos dois últimos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2001 e 2002, sendo causado por falta de planejamento e investimentos em geração de energia. "Apagão" é um termo que designa interrupções ou falta de energia elétrica freqüentes, como Blecautes (do inglês blackout) de maior duração. No início da crise levantou-se a hipótese de que talvez se tornasse necessário fazer longos cortes forçados de energia elétrica em todo Brasil. Estes cortes forçados, ou blecautes, foram apelidados de "apagões" pela imprensa.

 

Na época, havia grande possibilidade de ocorrer apagões no país, sobretudo nas grandes cidades. Felizmente a aplicação desses cortes — que produziriam severas perdas na economia brasileira — pôde ser evitada graças ao bom resultado de uma campanha por um racionamento "voluntário" de energia. Mas o termo ganhou uma grande popularidade, acabando por denotar toda crise energética, ao invés de denotar apenas os eventuais cortes forçados.

Charge: Ivan Cabral



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 01h21 AM
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Insegurança Pública

A vendetta da policia carioca

amarildo

 Organizações não governamentais classificaram de "revide" as operações policiais desde o dia 17 de outubro, após a queda de um helicóptero que matou três tripulantes no morro São João, nas imediações do Morro dos Macacos, e desencadeou uma série de incursões da Polícia Militar em favelas cariocas.

Por Antonio Siqueira

Uma semana após a derrubada de um helicóptero da polícia carioca por traficantes no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio, a guerra entre facções rivais e as forças de segurança já somam 45 mortos, em confrontos na capital e na região metropolitana da cidade. Numa tentativa de desarticular a ação dos criminosos, dez traficantes presos no Estado foram transferidos na manhã deste sábado, 24, para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Um manifesto assinado por diversas entidades - entre elas Justiça Global, Grupo Tortura Nunca Mais e Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - aponta que o governo do Estado do Rio age "de forma vingativa" e "manipula a reação pública" por meio do "pânico que oculta mortes, ferimentos, fechamento de escolas, creches, postos de saúde e comércio".

O documento aponta que a "política do confronto" busca respaldo "nos grandes acontecimentos esportivos previstos para ocorrer na cidade". As entidades realizarão um encontro nesta segunda-feira, 26, às 15 horas, no Sindicato Estadual dos Professores, para lançar o manifesto.

 Desde a queda do helicóptero da Polícia Militar, 47 pessoas morreram. As últimas vítimas foram inocentes. Severino Marcelino dos Santos, de 49 anos, atingido por uma bala perdida no rosto na sexta-feira, durante operação policial na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte), e Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24, baleada domingo no peito na favela Kelson's, também na Penha. As duas ocorrências envolvem o 16.º Batalhão de Polícia Militar (Olaria).

absurdo

Agora, o clima de vingança se instalou e os próximos dias prometem ser bem violentos, a julgar pela frase usada pelo chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski: "Nunca um ataque contra a polícia ficou sem resposta". Na última vez que esse governo decidiu "se vingar" do assassinato de dois policiais militares em Oswaldo Cruz, iniciou uma megaoperação no Complexo do Alemão que provocou a morte de 19 pessoas num único dia: 27 de junho de 2007. Depois disso, o conjunto de favelas passou meses ocupado pela polícia e os confrontos com traficantes se estenderam.

Então, por que utilizar helicópteros com a finalidade de combate? A polícia do Rio é a única no mundo que faz esse tipo de uso. Os helicópteros devem ser usados para resgate e para monitoramento. E há explicações concretas para isso. A primeira e principal delas - levantada por vários especialistas na área de Segurança - é o fato de que o tiro da polícia tem que ter destino certo. As forças estatais de segurança têm um compromisso com a sociedade no exercício do mandato público. Não se pode admitir que a polícia dispare tiros a esmo como os traficantes. E os helicópteros, como bases móveis, não são 'plataformas' seguras para esse tipo de confronto.

Quem é o grande culpado pela violência no Rio de Janeiro? A Polícia? Os traficantes? Os consumidores de drogas? O crime organizado? Não sejamos simplórios nem maniqueístas. É evidente que são as balas perdidas. Basta ver o estrago que causam matando inocentes. São balas vagabundas sem ética nem treinamento adequado. É por isso que os bandidos já estão se armando para usar mísseis teleguiados. A Polícia, com alguns anos de atraso, também chegará lá. Não entendo como se demorou tanto tempo para tomarem essas providências elementares. Como dizem os policiais, havia antecedentes. Como dizem os juristas, havia jurisprudência. Enfim, em linguagem popular, exemplos domésticos. Afinal, todo mundo sabe que o maior culpado pelos adultérios sempre foi o sofá da sala.

E esse clima de vingança, de Vendetta quase que literal, transformará a cidade numa grande praça de guerra, quem nunca viu uma convulsão social, será apresentado à ela, temporáriamente ou não; pessoas morrerão, inocentes ou não(...) As maiores vítimas são as crianças dessas comunidades. Criança criada em favela passa a maior parte do seu tempo brincando nas viélas e nos becos da mesma. Salve-se quem puder.

Antonio Siqueira é músico, articulista e editor do Arte Vital

Charge: Grande AMARILDO

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h28 PM
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com a palavra...


Um diário aquém a grandeza das Gerais

Por Ana Claudia Vargas em 03/11/2009

minas geraes_bandeira
 
 
Oitocentos e cinqüenta e três cidades e quase 20 milhões de pessoas. Grandeza e diversidade são qualidades que não faltam a Minas Gerais. Viajar por Minas é surpreender-se com a variedade de paisagens – vales, rios e açudes – e, claro, com a já famosa simpatia de seu povo (e isso não é propaganda enganosa). Acrescente-se ao cenário natural a presença constante de belíssimas montanhas que, dependendo da estação, adquirem tons lilases ou cinzentos.

No entanto, esta Minas, ao contrário do que possa parecer, não é aquela dos cartões postais, dos pacotes de agências de viagem que incluem a capital, cidades históricas ou o famoso circuito das águas. Há outra Minas, muito além desta, que não aparece nos folhetos turísticos. Tenho tantas belas imagens de Minas na memória, tenho tanta poesia e prosa impregnando minhas lembranças; tanto de Drummond ou Rosa! E muito tenho das pessoas simples com as quais convivi e, felizmente, ainda convivo quando viajo para a região na qual nasci: o centro-oeste mineiro.

Minas são muitas (sim, isso foi propaganda de um governo nos anos 1980; perdoem o clichê). Minas é quase um país, na definição de tantas pessoas que já escreveram, cantaram e falaram sobre ela. Mas é incrível o quanto essa diversidade, essa riqueza, esse modo de vida, que encanta qualquer pessoa que se disponha a atravessar um Grande Sertão: Veredas, por exemplo, parece não entusiasmar aqueles que fazem a imprensa em Minas Gerais.

Um "reino de felicidade"

Cito apenas o "grande jornal dos mineiros", que é como se define o Estado de Minas. De vez em quando, o jornal faz uma matéria interessante sobre essa diversidade, mas isso é (infelizmente) raro. Na maioria das vezes, o que se vê é a cobertura turística (e superficial) de temas que, se explorados com verdadeiro interesse, dariam matérias, no mínimo, saborosas. É claro que há honrosas exceções, mas é pouco, diante dessa Minas grandiosa. E onde há grandeza e diversidade, há certamente problemas, inúmeros e antigos. Problemas – tão gigantescos quanto o estado – que parecem não existir quando se lê o grande jornal dos mineiros.

As páginas do EM mostram uma Minas sempre perfeita e asséptica. Tudo parece funcionar perfeitamente bem, não há miséria, não há agravos políticos, a economia vai muito bem, não há corrupção... Não há melhor assessoria de imprensa para o governo Aécio Neves do que o Estado de Minas (o grande jornal do... governador de Minas). Sim, qualquer pessoa medianamente informada sabe que conchavos entre mídia e governantes são corriqueiros, mas isso não deveria ser aceito com normalidade. Isso é, sim, revoltante e triste. Triste na medida em que sabemos que a imprensa deveria ser "os olhos do povo", mas quando a esse povo é negado o direito da crítica, temos o cenário perfeito para a imposição de meias verdades e o começo de uma verdadeira ditadura. E isso está acontecendo em Minas.

A constatação está no documentário feito pelo mineiro Daniel Florêncio [o documentário de Daniel Florêncio – a que todo mineiro deveria assistir – chama-se Gagged in Brazil (Censurados no Brasil) e já foi notícia neste Observatório]. Um documentário fundamental, aliás, não só por demonstrar as relações mesquinhas entre mídia e poder, mas também por expor um problema que significa, para mim, a morte do (bom) jornalismo. Coloque no Google "Estado de Minas X Aécio": centenas de notícias aparecerão, todas favoráveis ao governador e todas publicadas no EM. Procurando por Minas sob esse prisma, qualquer pessoa irá achar que se trata de um reino de felicidade, não condizente, por exemplo, com o fato de que o salário do professor em Minas é um dos menores do Brasil. Há algo de errado aí. Vozes dissonantes são caladas e qualquer tentativa de se analisar a coisa por outro ponto de vista é cerceada.

Limpar apenas o alpendre

Como mineira, eu gostaria de ver o grande... sendo realmente "grande", no sentido de oferecer possibilidades para que todos os mineiros e toda Minas fossem representados em suas páginas. Gostaria que houvesse abertura para o debate político saudável, gostaria que os inúmeros prefeitos corruptos de Minas pagassem realmente pelo roubo (literal) que é cometido nas cidadezinhas esquecidas, gostaria que esses tantos roubos fossem investigados e averiguados por jornalistas que, tenho certeza, sentir-se-iam motivados a ir em busca desse tipo de notícia. Há gente valorosa em Minas, entre eles, muitos jornalistas. Mas esta gente valorosa, anda sendo demitida.

No grande jornal só se pode falar da Minas-cartão-postal, a Minas que zerou o déficit, a Minas cor-de-rosa... E se tudo é mesmo assim, e se aqueles que se dispuserem a ler este artigo pensarem que estou sendo romântica demais, que jornalismo é isso mesmo, que o jornal X ou Y desse ou daquele estado também é abertamente do lado deste ou daquele político... Não sou ingênua, mas acredito ainda que tais coisas não devam ser aceitas com naturalidade. Isso não é, definitivamente, jornalismo. Enquanto a situação persistir (até quando?) prefiro procurar a Minas verdadeira, tão bela, pungente (e, sim, problemática) em outros lugares. Lugares reais e não nas páginas do Estado de Minas.

Pois o jornalismo que exclui toda a diversidade (que significa também estradas esburacadas, fome e miséria no norte do estado; salários miseráveis dos professores, agressões ambientais etc.) dessa deslumbrante Minas Gerais e tenta (apenas tenta, pois, como se vê, há descontentes cada vez mais descontentes) criar um mundo bonitinho, sinceramente me assusta e entristece. Limpar apenas o alpendre (como dizemos os mineiros) para receber as visitas enquanto a casa inteira está suja é algo que em Minas soa como falta de hospitalidade no trato com os visitantes.

De certa forma, é isso que o Estado de Minas vem fazendo com os leitores. E ai de quem ousar reclamar.

Publicação Original do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=562IMQ004
 
 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h51 PM
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com a palavra...

Presente

Por Sandra Britto

Como é isto? Preciosa tentativa,
névoa da paixão.
Um pouco mais de tempo
Pede-se
Gentileza
Troca-se
Presente
Vive-se uma oração
sem ensaio.


 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 01h03 AM
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por dentro da arte no arte. a arte é mais que vital...

GERMINA LITERATURA: O que há de mais chique e moderno em termos de literatura e artes na web.

Há algumas semanas, fui convidado a apresentar um artigo na revista eletrônica GERMINA, o que me embeveceu por demais, por se tratar de uma das melhores publicações de literatura e artes afins de todo universo da web. Conta com um verdadeiro dreamtime de colaboradores e com a editoração, arte e desing das talentosas escrioras Mariza Lourenço e Silvana Guimarães, além da modesta participação deste escriba com um artigo que conta uma breve história sobre a Musica Popular Brasileira contemporânea. Visite o sítio Germina Literatura e Arte, vale muito a pena, confira:

template-germina

http://www.germinaliteratura.com.br/

Para ler o Artigo: http://www.germinaliteratura.com.br/2009/musica_antoniosiqueira_out2009.htm

Fale com GERMINA: germina@germinaliteratura.com.br
germinaliteratura@germinaliteratura.com.br

Editoras / Arte / Design
Mariza Lourenço & Silvana Guimarães

Colaboradores
Abel Barros Baptista
Adelto Gonçalves
Ademir Demarchi
Affonso Romano de Sant'Anna
Alcir Pécora
Alexandre Inagaki
Álvaro Kassab
Amador Perez
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Branco Leone
Cândido Rolim
Claudio Daniel
Cláudio Portella
Claudio Willer
Cristiane Nascimento
Daniel Francoy
Denilson Lopes
Denise Trevisan de Góes
Dirceu Villa
Enio Squeff
Eustáquio Gomes
Fabrício Carpinejar
Felipe Fortuna
Fernando Fiorese
Francisco Saraiva Fino
Gilberto Habib de Oliveira
Giuliana Ragusa
Gustavo Bernardo
Guttemberg Guarabyra
Idelber Avelar
Ildásio Tavares
Israel Kislansky
J. A. Van Acker
João Silvério Trevisan
João Vieira
João Filho
Jorge Pieiro
José Aloise Bahia
José Nêumanne Pinto
Marcelo Mirisola
Maria Helena Nery Garcez
Maria Maroca
Mauro Faccioni Filho
Milton Ribeiro
Moacir Amâncio
Nelson de Oliveira
Pandit Garam
Paulo Celso Pucciarelli
Paulo Franchetti
Ricardo Dias
Ricardo Lima
Ricardo Rizzo
Roberto Ponciano
Rodrigo Gurgel
Rodrigo Petrônio
Rodrigo de Souza Leão
Vera Vouga
Wilson Martins



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 06h42 PM
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Banda de jovens cariocas lança seu primeiro álbum inspirados nos anos 80.


Que seja, de fato, uma Nova Era.


Grupo musical de jovens cariocas lança primeiro CD inspirados no que há de melhor no pop e na MPB Moderna.


Por Antonio Siqueira

 capa

Lá pelos idos de 2004, o então menino, Igor Sebastian kartnaller, ainda com seus diminutos 17 anos, participava de fóruns de discussões sobre música, principalmente os que focavam a consagrada banda 14 BIS e alguns artistas do Clube Mineiro. De “esquineiros” famosos como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini e, um pouco fora do movimento mineiro, o lendário O Terço. Igor Sebastian é fã incondicional do 14 Bis e resolveu tocar para frente um belo sonho de moço; fundou a sua banda, a Nave de Prata. Igor sempre declara que, “Bola de meia, bola de gude” (sucesso de Milton Nascimento e Fernando Brant e com interpretação fantástica do grupo mineiro na primeira faixa do ábum 14 BIS II) foi o “divisor de águas” na sua prodigiosa carreira: “uma síntese de tudo o que eu precisava e queria para minha vida”. Conheceu os integrantes do Grupo Mineiro em um show em 2003 e partiu para a sua Long Beginner Road Music com seus (ainda mais jovens) companheiros. Igor Sebastian - Baixo/Vocal, Renan Hubner -Violão/Vocal, Tuca Oliveira - Teclados e Vocal, Heitor Mendes - Guitarra, Felipe Parpinelli – Bateria formam a simpática e carioquíssima banda Nave de Prata, que lança seu primeiro álbum A Nova Era. Todos muito jovens (Igor é o mais “idoso” com seus 21 anos) e musicistas aplicados(Tuca já se apresentou na tv tocando seu acordeon com virtuosismo), mas muito estudiosos. A evolução desses meninos foi meteórica. Em 4 anos, fizeram diversos shows pela cidade e lançaram um ótimo cd que contou com a produção competente do "papa dos jingles", Ralf Canette  e as participações de Sergio Magrão e da poderosa guitarra de Claudinho Venturini na faixa A Tempestade de Renan Hubner. A Nova Era é uma viagem de estilos e ritmos. A faixa Nossa Voz, canção que menciona bem o título do álbum, é um convite à reflexão.
 


Essa turminha boa foi bem recebida pela crítica. Digo a “crítica não oficial”. Nomes que fazem a arte florescer na cidade e no Brasil, como Fernando Bicudo e Mônica Buonfiglio. Vermelho, co-fundador e um dos principais compositores do 14 Bis, embeveceu-se: “Fico feliz e honrado com o fato de colocarem o nome da banda em homenagem a uma musica minha, da qual gosto muito. E que foi composta aí nessa querida cidade do Rio de Janeiro, onde morei por 18 anos.” Declarou o autor de “Nave de Prata”, belíssimo hit da banda que iluminou o universo pop dos anos 1980 e continua, há 30 anos, a abrilhantar os palcos pelas cidades que se apresentam. O que chama a atenção é o crescimento e a evolução dos rapazes; Cantar em 4 ou 5 vozes como fazem Boca Livre, 14 Bis, Yes, Take 6, entre outros monstros do Rock e, ainda por cima, pilotar com eficiência os demais instrumentos, não é tarefa fácil para qualquer conjunto. A Nave de Prata, aos poucos, vai fazendo parte desse grupo seletíssimo.

nave de prata

Destaque para “O Segredo” de Evandro Mesquita e Ralf Canette:” E o que passou não volta mais/ você me faz querer ser um cara bem melhor...” Receita pop muito saborosa para um primeiro trabalho. Viajante Solitário de Igor Sebastian e Niel tem tudo para ser um dos hits desse verão.

Que seja, de fato, uma nova era e, o que mais traz a sensação de renovação, é o fato de estes talentosos meninos abolirem de suas vidas, aqueles rótulos tribais que a juventude insiste em desenvolver para todos os estilos, gêneros e ritmos. A música de qualidade é universal, seja ela como for, venha ela de onde vier.

Entrevista com Igor Sebastian

Arte Vital: Como surgiu a NAVE DE PRATA?

Igor Sebastian: A idéia inicial da Nave, surgiu após um show do 14 Bis em 2002, fiquei encantado com tudo aquilo, sons, luz,melodias e acordes que me fizeram viajar e acreditar num sonho. Letras que me contagiaram e me fizeram ver além.
Fiquei fascinado com o 14, e decidi que queria seguir os passos e me tornar musico e fundar uma banda nos moldes do 14. Em 2004/05 dentro da sala de aula fundei a Nave de Prata, o nome veio fácil, uma musica do grande Vermelho e serviu para homenagear o 14 Bis e trazer através do nome, uma idéia visionária, nova e transformadora
.

AV:  Antes da formação do grupo, os "tripulantes" atuavam como na música?

IS: Iniciamos muito jovens na musica, quase todos no mesmo período e por causa da Nave. Tocávamos em casa, com amigos, mas nada profissional, o surgimento da Nave veio junto a nossa formação musical. Apenas o Tucá Oliveira que já vinha de uma bela trajetória musical, pois foi apresentado ao Brasil em programas de televisão, pelo seu talento com a sanfona, sendo tão jovem, na época com 12 anos era conhecido com “Juninho da Sanfona”.

 


AV - Como foi gravar com referênciais tão bons como Claudio Venturini e Sergio Magrão?

IS: Foi a realização de um sonho, pois tudo começou por causa do 14 Bis. Pra Nave gravar com o Claudio Venturini um dos 10 maiores guitarristas desse país foi um honra, um presente e uma emoção inexplicável. Já o Magrão também assina a Co – produção do CD, Magrão é o meu maior ídolo, então imagine dividir os vocais com ele na faixa “A Tempestade”, não tenho palavras. Quando comecei a pensar nisso tudo de banda, tinha como referencia o autor de “Caçador de Mim”, aprendi a tocar baixo por causa do Magrão.rs Só tenho que agradecer toda força dada por ele, pelo Claudio e por todos do 14 Bis que também tripulam essa Nave.
 

AV - Em uma cidade como o Rio de Janeiro que é considerada a Capital da Cultura Urbana do país, cujo o funk, o pagode e a musica eletronica dão as notas principais para a musica de massas, foi dificil lançar um trabalho de qualidade como o de vocês? Ouve uma aceitação satisfatória do público? 
IS:
  Realmente estamos no olho do furacão aqui no Rio, mas de certa forma é bem bacana, pois o “diferente” chega com mais facilidade, chama certa atenção. Acredito que estamos no lugar certo, mesmo com tantas adversidades, se fosse fácil não teria graça. Quando decidimos fundar a Nave, sabíamos das dificuldades, mas a Nave é isso, nossa vontade e maior sonho é levar musica de qualidade e, além disso, tentar transformar de alguma maneira nossa geração, fazer pensar, sonhar, amar, trazer novamente as coisas boas pro centro do debate e agir mais do que falar. Graças a Deus conseguimos e estamos alcançando um bom publico, que vai de jovens à “Boa Idade”.rs Nos shows isso fica bem evidente. Acredito que as pessoas estão sedentas e carentes por musica boa e com letras bacanas, só falta aparecer que as pessoas aprovam e curtem.

AV - Grande parte dessa conquista do primeiro cd foi merito de vocês, sem dúvida. Vocês contaram com uma fera protutiva que é o Half Canetti, talvez o maior produtor de Jingles do Brasil. Como foi ganhar de presente a musica O Segredo de Evandro Mesquita ( parceria com o mesmo Canetti) que é ícone da geração que deu o "pé na porta" para a musica pop no Brasil?

IS: Costumo dizer que o Ralph foi e é nosso guru musical, foi maravilhoso dividir com ele a produção desse CD.
Em relação a musica “O Segredo”, partiu do Evandro, que falou pro Ralph que ficaria bacana a canção cantada pela Nave, que tem a cara jovem...

Assim que ouvimos achamos show e logo ingressou pro CD. Nada melhor pra gente, pois a Nave traz na bagagem toda formação da década de 70/80 e a Blitz e o Evandro, foram os percussores do Rock Nacional, além da honra que é levar na tripulação dessa Nave o Evandro Mesquita, a musica veio traduzir toda essa influencia que habita essa Nave de Prata, que relembra e traz com uma nova roupagem, com a característica da Nave.

AV -  E os planos para voos futuros do Nave de Prata?

IS: Os Planos são muitos. Em breve estaremos fazendo shows da turnê – A Nova Era pro todo Brasil, para divulgar nosso CD. Ainda esse ano deve ocorrer uma surpresa muito bacana que vai ser um sonho para nós, mas ainda não posso revelar, mas assim que estiver tudo certo divulgaremos por aqui, pelo nosso site que é o www.navedeprata.com e pela internet (Orkut.etc..). Estamos na fase de curtir e agradecer todo esse movimento que está ocorrendo pelo lançamento desse 1° trabalho. 
E logo, logo o 2° vem por ai...E A NAVE VAI! 

 

 Viajante Solitário

Nossa Voz - Ao Vivo no Rio de Janeiro



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 08h33 PM
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Atrasadinho, mas o panfleto está um luxo:



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h29 PM
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Mandado publicar...

O Lado B nada pacífico de Barack Obama

Por Anonio Siqueira

obama

"Se realmente Barack Obama decidir cumprir parte de suas promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em vários países do mundo, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça"

O Comitê do Premio Nobel decidiu este ano, intempestivamente, conceder o Prêmio Nobel da Paz ao presidente norte-americano Barack Obama. Será merecido?

A mídia americana e mundial, controlada pelos mesmos homens e corporações que dominam o mundo, celebram alegremente o prêmio. Mas não acredito que o presidente americano, o primeiro negro a chegar ao governo (não ao poder), seja merecedor dessa honraria.
 
Ele até agora mantém, com vagas promessas de acabar, a agressão americana no Iraque, no Afeganistão, interferindo em assuntos internos de vários países do mundo, ameaçando nações soberanas, como Coréia do Norte e Irã, e por aí vai. Os suspeitos de terrorismo (sem culpa formada ou julgamento justo) contra alvos americanos, continuam detidos e sendo torturados na base usurpada de Guantánamo, em Cuba. O bloqueio econômico e humanitário que sufoca o povo cubano continua e a belicosidade americana permanece inalterada, apesar dos vários discursos de Barack Obama de que um dia mudará tudo isso.
 
Mas até agora nada mudou na beligerante política externa norte-americana e não creio que mudará tão cedo, se mudar!
 
A eleição de Barack Obama, enfrentando o status quo mantido pelas corporações que representam o poder do imperialismo norte-americano, foi um feito extraordinário. Afinal, há poucas décadas os negros, em certos estados do Sul, sofriam as mais bárbaras perseguições e segregações, sequer podiam andar na mesma calçada que os brancos ou frequentar os mesmos ambientes e escolas. Portanto, eleger um negro presidente da República é um feito que mostra a sociedade americana e o cidadão médio daquela potência mudando suas concepções de mundo.
 
Mas não podemos esquecer que se mantém inalterado o tripé do poder americano, baseado nas corporações do setor industrial/militar, no sistema financeiro hegemonista e no poder das indústrias de comunicação, entretenimento e mídia. A crise econômica gerada nos Estados Unidos e difundida por todo mundo capitalista não foi combatida a partir de sua germinação. Pelo contrário, para manter o poderio das corporações, Barak Obama usou o potencial do Estado americano para socorrer os setores mais atingidos pela crise, que foram os creditícios/financeiros e as indústrias automobilística e bélica.
 
E a crise por lá continua, seus efeitos mais graves apenas foram empurrados para debaixo do tapete. E quem mandava nos setores- chave do poderio americano continua mandando, ou seja: o Pentágono, Wall Street e a CIA.
 
Sem falar do golpe recente em Honduras, em que o presidente eleito e legitimamente no poder foi deposto numa ação militar típica daquelas articuladas pela CIA e seus amigos internos, isto é, a classe dominante hondurenha e seus sócios americanos.

Então, onde estão as mudanças prometidas por Barack Obama e seu espírito e ações pela paz mundial?

Ora, ele continua inclusive sustentando política, financeira e militarmente Israel, que mantém sua agressão contra o povo e a nação palestina, fustigando os países árabes independentes. 
 
Se realmente Barack Obama decidir cumprir parte de suas  promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em vários países do mundo, implementar sua reforma  do sistema de saúde, que beneficiaria o povo pobre dos Estados Unidos (é isso mesmo, há milhões de pobres naquele país e miséria terceiro-mundista em vários locais), democratizar a mídia e o capital e acabar com o poder soberano do setor industrial/bélico, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça.

Que é como os americanos realmente no poder costumam resolver suas diferenças políticas.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 06h02 PM
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Com a palavra...

Nem Rendição, Nem redenção

15 de outubro: nada a comemorar.

Por Hellington Chianca

É com muita tristeza que digo estas frases; jamais houve tanta derrota para a classe que sustenta toda a sociedade. A classe trabalhadora está órfã de um projeto educacional que mire a resolução de problemas como a auto-afirmação dos próprios trabalhadores como protagonistas de um processo maior de país e mesmo de continente.

 

Não é pequena a massa crítica de profissionais de educação básica e superior. Não é pequena a massa crítica dos educadores sociais, assistentes sociais, que assumem para si o papel de agentes da conscientização, frente ao estado de direito, mas que podem ir muito além desses limites.

 

No entanto, apesar dos sindicatos combativos como o SEPE-RJ e a ANDES-SN –  só para dar um exemplo de importante atuação nacional e no território fluminense, esta que muita das vezes serve como bastião de resistência nacional frente a ofensiva do programa de desregulamentação, sucateamento e privatização da educação escolar – temos uma carência quase que total de projeto. Mas para construir alguma espécie de projeto para a classe que sustenta os rentistas sanguessugas, devemos ter como ponto de partida uma análise realista, sem nenhuma espécie de pudor com as palavras.

 

1.      Não há nada a comemorar no dia 15 de outubro porque não há educação formal para a massa de trabalhadores que produzem as riquezas deste país;

2.      Não há autonomia educacional, didática, muito menos político-pedagógica na educação básica formal para os trabalhadores;

3.      Não há um projeto de desmercantilização da educação, que seja um contra-projeto alternativo ao neoliberalismo;

 

4.      Há uma parcial vitória de forças conservadoras, que há muito vêm destruindo a educação pública, em nome de uma modernização, entendida como privatização do financiamento pelas famílias, estatização burocrática do material didático e técnico, com compra de tecnologia educacional, a revelia de um projeto pedagógico que pudesse envolver os profissionais da educação.

 

No entanto, esta leitura corajosa que devemos fazer, e tento esboçar aqui, não é de forma alguma uma rendição ao fim da educação pública formal que hoje se conclui como projeto, vindo desde a ditadura civil militar e tomando fôlego nos últimos governos, “social-liberais”, FHC/Lula. Também não podemos continuar alimentando alguma ingenuidade em relação à suposta redenção da educação, como um mecanismo burocrático e ao mesmo tempo assistencialista que pudesse promover por pura boa vontade dos “colaboradores”, um processo civilizador, que aqui no Brasil pode ser tomado como sinônimo de passivizador das massas.

 

Havendo pouco mais de um mês do “dia dos mestres”, os trabalhadores em educação resistiram bravamente nas ruas do Rio de Janeiro, mesmo com uma reação fascista do governador Sergio Cabral, colocando a polícia para resolver este “probleminha de tumulto e desordem destes baderneiros”.  Mas nossa resistência é apenas resistência. Não sabemos –  pois não construímos junto destes – das demandas reais dos trabalhadores que dependem da educação formal pública. Não os convencemos de que a escola pública é um lócus fundamental para que possamos nos repensar e nos construir enquanto povo. Não demonstramos que o impacto do pagamento indenizatório, mas também a conquista de direitos como um salário digno reajustado em data base e (neste caso a pura efetivação, pois já foi conquistado) o plano de carreira é algo fundamental para evitar qualquer crise de super-acumulação/desemprego, mas deixando claro que o capitalismo não tem condições de garantir tal (re)distribuição de riquezas. Aceitamos quase que de bom grado que o professor é supérfluo ao limitarmo-nos ao giz, apagador, cuspe e diário. Mas achamos que estamos inovando quando utilizamos programinhas de computador e cartilhazinhas eletrônicas como as que são pagas para a (A)Fundação Roberto Marinho, que não é por acaso homônima do grande apoiador e enriquecido parceiro do regime civil-militar. Com a cara mais deslavada, tal grupo golpista aplica sua didática, cuja principal herança cultural a deixar é a ideologia do empreendedorismo, sem contar com a vitória (parcial) da burocracia sobre a educação politécnica, que possa humanizar o educando, mas também o professor. Sem querer fazer qualquer exercício de adivinhação, não é difícil imaginar que cursos privados ou mesmo as próprias organizações Globo investirão pequeno-politicamente numa intensa propaganda da necessidade de ensinar línguas estrangeiras, para formação de mão de obra muito barata para as olimpíadas da próxima década, barateando ainda mais o preço e a qualidade do ensino. Com a encucação de um lado e o processo de burocratização e flexibilização do currículo do outro, o terreno fica preparado para a introdução de cursos no modelo de tele-sala, aplicado como obrigatoriedade, em todo o estado. 

 

Desta maneira, o mesmo grupo que financiou Roseana Sarney em 2002, numa pré-candidatura anti-lulista (antes da “carta aos banqueiros”), que através da empresa Lunus e outras formas de driblar o controle social das contas públicas, compraria com dinheiro público alguns milhões de apostilas da Fundação Roberto Marinho, hoje vende descaradamente o chamado Projeto Autonomia, cuja razão imediata é poupar força de trabalho e servir como fator de acumulação pra um setor estratégico de aliança com o governo e do capitalismo rentista. A candidatura da filhinha pródiga do rei da pequena política, José Sarney, fora embargada, sendo substituída pelo já desgastado PSDB, mas hoje este grupo econômico, cujo poder cresce pelo seu vínculo cada vez mais estreito com os governos, não se tem por satisfeito e, junto com todos os outros meios de comunicação tradicionais, acusa de “atraso estatizante” toda e qualquer garantia de que verbas do pré-sal possam ser carimbadas desde já para a valorização dos trabalhadores em educação.

 

Este mesmo grupo, as organizações Globo, ataca setores da educação chamada “não-formal” e em muitos casos reconhecidas pelo Estado (dita formal), como os projetos educacionais do MST, cuja capacitação técnica e a auto-disciplina causam inveja a qualquer diretor de escola básica e onde há inclusive cursos superiores, trabalhando temas vitais como agroecologia, como é o caso da Escola Nacional Florestan Fernandes, organizada e administrada pelo demonizado MST. A “diabolização”, como bem diria Paulo Freire, faz parte de uma estratégia da mais mesquinha desvalorização de um tipo de educação que é a Educação Não-mercadológica. Educação humanizadora, pois chama para si a necessidade da verdadeira autonomia, que vai do projeto político-pedagógico ao material didático, mas que deve ser norteado por um projeto societário que supere esta hecatombe chamada capitalismo. Educação dos trabalhadores feita pelos trabalhadores, esta sim faz do professor um sujeito histórico, ali sim se deve comemorar.      

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 05h06 PM
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Um presente do Arte Vital para os companheiros do Grupo 14 BIS

Bêbado



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 05h18 PM
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do Via Fanzine

PHIL COLLINS DIZ QUE VAI PARAR DE TOCAR BATERIA.

Por causa de problemas ortopédicos, música pop perde um dos maiores bateristas da história.

 

Por Pepe Chaves

O músico britânico Phil Collins, declarou na segunda-feira (19/10) que vai abandonar as baquetas. Ele afirmou que por causa de um problema de saúde, não tem mais condições de tocar bateria. O músico que se revelou no Genesis é considerado um dos mais ousados bateristas da música pop.

 

A declaração de abandonar a bateria foi feita em entrevista de Collins ao jornal alemão 'Hamburger Abendblatt'. Faz algum tempo, agências internacionais de notícias anunciaram que o músico estaria ficando surdo, por causa de problemas de audição adquiridos por longas exposições a altos decibéis.

 

Na entrevista ao jornal alemão, onde declara passar por problemas ortopédicos, Collins disse que após passar por uma cirurgia em abril para reparar uma vértebra deslocada no pescoço, não tem mais sensibilidade nos dedos. Ele afirma que não tem mais forças para fechar os punhos e segurar as baquetas. Segundo ele, a única maneira que conseguiria tocar bateria, seria se 'colassem as baquetas nas mãos'.

 

Exímio baterista e denodado vocalista, Phil Collins é uma das lendas vivas do chamado Rock Progressivo, estilo musical que tomou conta do cenário inglês no final da década de 70. Ele foi co-fundador do Genesis, grupo progressivo surgido no Reino Unido em 1967. Collins se iniciou como mero baterista, para depois assumir os holofotes principais do microfone e a liderança da banda. 

 

Com a saída de Peter Gabriel em meados dos anos 70, Collins, além de gravar as baterias em todos os álbuns do Genesis, também assumiu os vocais. Além disso, comandou uma modernização no som e na temática da banda, que a permitiu se manter no topo das paradas por longos períodos.

 

Depois de muito sucesso e muita estrada ao lado dos também remanescentes do Genesis, Tony Banks (teclado) e Mike Rutterford (Baixo e guitarras) e de transformar a banda num ícone da música pop, no final dos anos 90, Collins resolve abandoná-la e empreender sua carreira solo. Ele foi substituído na banda, mas o álbum sem sua participação, “Calling all stations” (1999), apesar de muito bom, foi considerado um fracasso comercial.

 

Apesar de seus problemas ortopédicos, o músico planeja para 2010 um novo álbum. Neste novo trabalho, Phil Collins deverá dar nova roupagem a 30 canções do selo de música soul Motown.

 

Feliz de quem o viu tocar bateria ao vivo.

 

* Com informações do jornal 'Hamburger Abendblatt' (Alemanha).

- Tradução do autor.

- Foto: Virgin Media.

- Leia mais sobre o Genesis: www.viafanzine.jor.br/monstros.htm

 

 

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 10h09 PM
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Para o seu domingo ficar legal:



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h35 PM
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