Insegurança Pública

A vendetta da policia carioca

amarildo

 Organizações não governamentais classificaram de "revide" as operações policiais desde o dia 17 de outubro, após a queda de um helicóptero que matou três tripulantes no morro São João, nas imediações do Morro dos Macacos, e desencadeou uma série de incursões da Polícia Militar em favelas cariocas.

Por Antonio Siqueira

Uma semana após a derrubada de um helicóptero da polícia carioca por traficantes no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio, a guerra entre facções rivais e as forças de segurança já somam 45 mortos, em confrontos na capital e na região metropolitana da cidade. Numa tentativa de desarticular a ação dos criminosos, dez traficantes presos no Estado foram transferidos na manhã deste sábado, 24, para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Um manifesto assinado por diversas entidades - entre elas Justiça Global, Grupo Tortura Nunca Mais e Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - aponta que o governo do Estado do Rio age "de forma vingativa" e "manipula a reação pública" por meio do "pânico que oculta mortes, ferimentos, fechamento de escolas, creches, postos de saúde e comércio".

O documento aponta que a "política do confronto" busca respaldo "nos grandes acontecimentos esportivos previstos para ocorrer na cidade". As entidades realizarão um encontro nesta segunda-feira, 26, às 15 horas, no Sindicato Estadual dos Professores, para lançar o manifesto.

 Desde a queda do helicóptero da Polícia Militar, 47 pessoas morreram. As últimas vítimas foram inocentes. Severino Marcelino dos Santos, de 49 anos, atingido por uma bala perdida no rosto na sexta-feira, durante operação policial na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte), e Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24, baleada domingo no peito na favela Kelson's, também na Penha. As duas ocorrências envolvem o 16.º Batalhão de Polícia Militar (Olaria).

absurdo

Agora, o clima de vingança se instalou e os próximos dias prometem ser bem violentos, a julgar pela frase usada pelo chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski: "Nunca um ataque contra a polícia ficou sem resposta". Na última vez que esse governo decidiu "se vingar" do assassinato de dois policiais militares em Oswaldo Cruz, iniciou uma megaoperação no Complexo do Alemão que provocou a morte de 19 pessoas num único dia: 27 de junho de 2007. Depois disso, o conjunto de favelas passou meses ocupado pela polícia e os confrontos com traficantes se estenderam.

Então, por que utilizar helicópteros com a finalidade de combate? A polícia do Rio é a única no mundo que faz esse tipo de uso. Os helicópteros devem ser usados para resgate e para monitoramento. E há explicações concretas para isso. A primeira e principal delas - levantada por vários especialistas na área de Segurança - é o fato de que o tiro da polícia tem que ter destino certo. As forças estatais de segurança têm um compromisso com a sociedade no exercício do mandato público. Não se pode admitir que a polícia dispare tiros a esmo como os traficantes. E os helicópteros, como bases móveis, não são 'plataformas' seguras para esse tipo de confronto.

Quem é o grande culpado pela violência no Rio de Janeiro? A Polícia? Os traficantes? Os consumidores de drogas? O crime organizado? Não sejamos simplórios nem maniqueístas. É evidente que são as balas perdidas. Basta ver o estrago que causam matando inocentes. São balas vagabundas sem ética nem treinamento adequado. É por isso que os bandidos já estão se armando para usar mísseis teleguiados. A Polícia, com alguns anos de atraso, também chegará lá. Não entendo como se demorou tanto tempo para tomarem essas providências elementares. Como dizem os policiais, havia antecedentes. Como dizem os juristas, havia jurisprudência. Enfim, em linguagem popular, exemplos domésticos. Afinal, todo mundo sabe que o maior culpado pelos adultérios sempre foi o sofá da sala.

E esse clima de vingança, de Vendetta quase que literal, transformará a cidade numa grande praça de guerra, quem nunca viu uma convulsão social, será apresentado à ela, temporáriamente ou não; pessoas morrerão, inocentes ou não(...) As maiores vítimas são as crianças dessas comunidades. Criança criada em favela passa a maior parte do seu tempo brincando nas viélas e nos becos da mesma. Salve-se quem puder.

Antonio Siqueira é músico, articulista e editor do Arte Vital

Charge: Grande AMARILDO

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h28 PM
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com a palavra...


Um diário aquém a grandeza das Gerais

Por Ana Claudia Vargas em 03/11/2009

minas geraes_bandeira
 
 
Oitocentos e cinqüenta e três cidades e quase 20 milhões de pessoas. Grandeza e diversidade são qualidades que não faltam a Minas Gerais. Viajar por Minas é surpreender-se com a variedade de paisagens – vales, rios e açudes – e, claro, com a já famosa simpatia de seu povo (e isso não é propaganda enganosa). Acrescente-se ao cenário natural a presença constante de belíssimas montanhas que, dependendo da estação, adquirem tons lilases ou cinzentos.

No entanto, esta Minas, ao contrário do que possa parecer, não é aquela dos cartões postais, dos pacotes de agências de viagem que incluem a capital, cidades históricas ou o famoso circuito das águas. Há outra Minas, muito além desta, que não aparece nos folhetos turísticos. Tenho tantas belas imagens de Minas na memória, tenho tanta poesia e prosa impregnando minhas lembranças; tanto de Drummond ou Rosa! E muito tenho das pessoas simples com as quais convivi e, felizmente, ainda convivo quando viajo para a região na qual nasci: o centro-oeste mineiro.

Minas são muitas (sim, isso foi propaganda de um governo nos anos 1980; perdoem o clichê). Minas é quase um país, na definição de tantas pessoas que já escreveram, cantaram e falaram sobre ela. Mas é incrível o quanto essa diversidade, essa riqueza, esse modo de vida, que encanta qualquer pessoa que se disponha a atravessar um Grande Sertão: Veredas, por exemplo, parece não entusiasmar aqueles que fazem a imprensa em Minas Gerais.

Um "reino de felicidade"

Cito apenas o "grande jornal dos mineiros", que é como se define o Estado de Minas. De vez em quando, o jornal faz uma matéria interessante sobre essa diversidade, mas isso é (infelizmente) raro. Na maioria das vezes, o que se vê é a cobertura turística (e superficial) de temas que, se explorados com verdadeiro interesse, dariam matérias, no mínimo, saborosas. É claro que há honrosas exceções, mas é pouco, diante dessa Minas grandiosa. E onde há grandeza e diversidade, há certamente problemas, inúmeros e antigos. Problemas – tão gigantescos quanto o estado – que parecem não existir quando se lê o grande jornal dos mineiros.

As páginas do EM mostram uma Minas sempre perfeita e asséptica. Tudo parece funcionar perfeitamente bem, não há miséria, não há agravos políticos, a economia vai muito bem, não há corrupção... Não há melhor assessoria de imprensa para o governo Aécio Neves do que o Estado de Minas (o grande jornal do... governador de Minas). Sim, qualquer pessoa medianamente informada sabe que conchavos entre mídia e governantes são corriqueiros, mas isso não deveria ser aceito com normalidade. Isso é, sim, revoltante e triste. Triste na medida em que sabemos que a imprensa deveria ser "os olhos do povo", mas quando a esse povo é negado o direito da crítica, temos o cenário perfeito para a imposição de meias verdades e o começo de uma verdadeira ditadura. E isso está acontecendo em Minas.

A constatação está no documentário feito pelo mineiro Daniel Florêncio [o documentário de Daniel Florêncio – a que todo mineiro deveria assistir – chama-se Gagged in Brazil (Censurados no Brasil) e já foi notícia neste Observatório]. Um documentário fundamental, aliás, não só por demonstrar as relações mesquinhas entre mídia e poder, mas também por expor um problema que significa, para mim, a morte do (bom) jornalismo. Coloque no Google "Estado de Minas X Aécio": centenas de notícias aparecerão, todas favoráveis ao governador e todas publicadas no EM. Procurando por Minas sob esse prisma, qualquer pessoa irá achar que se trata de um reino de felicidade, não condizente, por exemplo, com o fato de que o salário do professor em Minas é um dos menores do Brasil. Há algo de errado aí. Vozes dissonantes são caladas e qualquer tentativa de se analisar a coisa por outro ponto de vista é cerceada.

Limpar apenas o alpendre

Como mineira, eu gostaria de ver o grande... sendo realmente "grande", no sentido de oferecer possibilidades para que todos os mineiros e toda Minas fossem representados em suas páginas. Gostaria que houvesse abertura para o debate político saudável, gostaria que os inúmeros prefeitos corruptos de Minas pagassem realmente pelo roubo (literal) que é cometido nas cidadezinhas esquecidas, gostaria que esses tantos roubos fossem investigados e averiguados por jornalistas que, tenho certeza, sentir-se-iam motivados a ir em busca desse tipo de notícia. Há gente valorosa em Minas, entre eles, muitos jornalistas. Mas esta gente valorosa, anda sendo demitida.

No grande jornal só se pode falar da Minas-cartão-postal, a Minas que zerou o déficit, a Minas cor-de-rosa... E se tudo é mesmo assim, e se aqueles que se dispuserem a ler este artigo pensarem que estou sendo romântica demais, que jornalismo é isso mesmo, que o jornal X ou Y desse ou daquele estado também é abertamente do lado deste ou daquele político... Não sou ingênua, mas acredito ainda que tais coisas não devam ser aceitas com naturalidade. Isso não é, definitivamente, jornalismo. Enquanto a situação persistir (até quando?) prefiro procurar a Minas verdadeira, tão bela, pungente (e, sim, problemática) em outros lugares. Lugares reais e não nas páginas do Estado de Minas.

Pois o jornalismo que exclui toda a diversidade (que significa também estradas esburacadas, fome e miséria no norte do estado; salários miseráveis dos professores, agressões ambientais etc.) dessa deslumbrante Minas Gerais e tenta (apenas tenta, pois, como se vê, há descontentes cada vez mais descontentes) criar um mundo bonitinho, sinceramente me assusta e entristece. Limpar apenas o alpendre (como dizemos os mineiros) para receber as visitas enquanto a casa inteira está suja é algo que em Minas soa como falta de hospitalidade no trato com os visitantes.

De certa forma, é isso que o Estado de Minas vem fazendo com os leitores. E ai de quem ousar reclamar.

Publicação Original do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=562IMQ004
 
 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h51 PM
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com a palavra...

Presente

Por Sandra Britto

Como é isto? Preciosa tentativa,
névoa da paixão.
Um pouco mais de tempo
Pede-se
Gentileza
Troca-se
Presente
Vive-se uma oração
sem ensaio.


 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 01h03 AM
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por dentro da arte no arte. a arte é mais que vital...

GERMINA LITERATURA: O que há de mais chique e moderno em termos de literatura e artes na web.

Há algumas semanas, fui convidado a apresentar um artigo na revista eletrônica GERMINA, o que me embeveceu por demais, por se tratar de uma das melhores publicações de literatura e artes afins de todo universo da web. Conta com um verdadeiro dreamtime de colaboradores e com a editoração, arte e desing das talentosas escrioras Mariza Lourenço e Silvana Guimarães, além da modesta participação deste escriba com um artigo que conta uma breve história sobre a Musica Popular Brasileira contemporânea. Visite o sítio Germina Literatura e Arte, vale muito a pena, confira:

template-germina

http://www.germinaliteratura.com.br/

Para ler o Artigo: http://www.germinaliteratura.com.br/2009/musica_antoniosiqueira_out2009.htm

Fale com GERMINA: germina@germinaliteratura.com.br
germinaliteratura@germinaliteratura.com.br

Editoras / Arte / Design
Mariza Lourenço & Silvana Guimarães

Colaboradores
Abel Barros Baptista
Adelto Gonçalves
Ademir Demarchi
Affonso Romano de Sant'Anna
Alcir Pécora
Alexandre Inagaki
Álvaro Kassab
Amador Perez
Antero Barbosa
Branco Leone
Cândido Rolim
Claudio Daniel
Cláudio Portella
Claudio Willer
Cristiane Nascimento
Daniel Francoy
Denilson Lopes
Denise Trevisan de Góes
Dirceu Villa
Enio Squeff
Eustáquio Gomes
Fabrício Carpinejar
Felipe Fortuna
Fernando Fiorese
Francisco Saraiva Fino
Gilberto Habib de Oliveira
Giuliana Ragusa
Gustavo Bernardo
Guttemberg Guarabyra
Idelber Avelar
Ildásio Tavares
Israel Kislansky
J. A. Van Acker
João Silvério Trevisan
João Vieira
João Filho
Jorge Pieiro
José Aloise Bahia
José Nêumanne Pinto
Marcelo Mirisola
Maria Helena Nery Garcez
Maria Maroca
Mauro Faccioni Filho
Milton Ribeiro
Moacir Amâncio
Nelson de Oliveira
Pandit Garam
Paulo Celso Pucciarelli
Paulo Franchetti
Ricardo Dias
Ricardo Lima
Ricardo Rizzo
Roberto Ponciano
Rodrigo Gurgel
Rodrigo Petrônio
Rodrigo de Souza Leão
Vera Vouga
Wilson Martins



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 06h42 PM
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Banda de jovens cariocas lança seu primeiro álbum inspirados nos anos 80.


Que seja, de fato, uma Nova Era.


Grupo musical de jovens cariocas lança primeiro CD inspirados no que há de melhor no pop e na MPB Moderna.


Por Antonio Siqueira

 capa

Lá pelos idos de 2004, o então menino, Igor Sebastian kartnaller, ainda com seus diminutos 17 anos, participava de fóruns de discussões sobre música, principalmente os que focavam a consagrada banda 14 BIS e alguns artistas do Clube Mineiro. De “esquineiros” famosos como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini e, um pouco fora do movimento mineiro, o lendário O Terço. Igor Sebastian é fã incondicional do 14 Bis e resolveu tocar para frente um belo sonho de moço; fundou a sua banda, a Nave de Prata. Igor sempre declara que, “Bola de meia, bola de gude” (sucesso de Milton Nascimento e Fernando Brant e com interpretação fantástica do grupo mineiro na primeira faixa do ábum 14 BIS II) foi o “divisor de águas” na sua prodigiosa carreira: “uma síntese de tudo o que eu precisava e queria para minha vida”. Conheceu os integrantes do Grupo Mineiro em um show em 2003 e partiu para a sua Long Beginner Road Music com seus (ainda mais jovens) companheiros. Igor Sebastian - Baixo/Vocal, Renan Hubner -Violão/Vocal, Tuca Oliveira - Teclados e Vocal, Heitor Mendes - Guitarra, Felipe Parpinelli – Bateria formam a simpática e carioquíssima banda Nave de Prata, que lança seu primeiro álbum A Nova Era. Todos muito jovens (Igor é o mais “idoso” com seus 21 anos) e musicistas aplicados(Tuca já se apresentou na tv tocando seu acordeon com virtuosismo), mas muito estudiosos. A evolução desses meninos foi meteórica. Em 4 anos, fizeram diversos shows pela cidade e lançaram um ótimo cd que contou com a produção competente do "papa dos jingles", Ralf Canette  e as participações de Sergio Magrão e da poderosa guitarra de Claudinho Venturini na faixa A Tempestade de Renan Hubner. A Nova Era é uma viagem de estilos e ritmos. A faixa Nossa Voz, canção que menciona bem o título do álbum, é um convite à reflexão.
 


Essa turminha boa foi bem recebida pela crítica. Digo a “crítica não oficial”. Nomes que fazem a arte florescer na cidade e no Brasil, como Fernando Bicudo e Mônica Buonfiglio. Vermelho, co-fundador e um dos principais compositores do 14 Bis, embeveceu-se: “Fico feliz e honrado com o fato de colocarem o nome da banda em homenagem a uma musica minha, da qual gosto muito. E que foi composta aí nessa querida cidade do Rio de Janeiro, onde morei por 18 anos.” Declarou o autor de “Nave de Prata”, belíssimo hit da banda que iluminou o universo pop dos anos 1980 e continua, há 30 anos, a abrilhantar os palcos pelas cidades que se apresentam. O que chama a atenção é o crescimento e a evolução dos rapazes; Cantar em 4 ou 5 vozes como fazem Boca Livre, 14 Bis, Yes, Take 6, entre outros monstros do Rock e, ainda por cima, pilotar com eficiência os demais instrumentos, não é tarefa fácil para qualquer conjunto. A Nave de Prata, aos poucos, vai fazendo parte desse grupo seletíssimo.

nave de prata

Destaque para “O Segredo” de Evandro Mesquita e Ralf Canette:” E o que passou não volta mais/ você me faz querer ser um cara bem melhor...” Receita pop muito saborosa para um primeiro trabalho. Viajante Solitário de Igor Sebastian e Niel tem tudo para ser um dos hits desse verão.

Que seja, de fato, uma nova era e, o que mais traz a sensação de renovação, é o fato de estes talentosos meninos abolirem de suas vidas, aqueles rótulos tribais que a juventude insiste em desenvolver para todos os estilos, gêneros e ritmos. A música de qualidade é universal, seja ela como for, venha ela de onde vier.

Entrevista com Igor Sebastian

Arte Vital: Como surgiu a NAVE DE PRATA?

Igor Sebastian: A idéia inicial da Nave, surgiu após um show do 14 Bis em 2002, fiquei encantado com tudo aquilo, sons, luz,melodias e acordes que me fizeram viajar e acreditar num sonho. Letras que me contagiaram e me fizeram ver além.
Fiquei fascinado com o 14, e decidi que queria seguir os passos e me tornar musico e fundar uma banda nos moldes do 14. Em 2004/05 dentro da sala de aula fundei a Nave de Prata, o nome veio fácil, uma musica do grande Vermelho e serviu para homenagear o 14 Bis e trazer através do nome, uma idéia visionária, nova e transformadora
.

AV:  Antes da formação do grupo, os "tripulantes" atuavam como na música?

IS: Iniciamos muito jovens na musica, quase todos no mesmo período e por causa da Nave. Tocávamos em casa, com amigos, mas nada profissional, o surgimento da Nave veio junto a nossa formação musical. Apenas o Tucá Oliveira que já vinha de uma bela trajetória musical, pois foi apresentado ao Brasil em programas de televisão, pelo seu talento com a sanfona, sendo tão jovem, na época com 12 anos era conhecido com “Juninho da Sanfona”.

 


AV - Como foi gravar com referênciais tão bons como Claudio Venturini e Sergio Magrão?

IS: Foi a realização de um sonho, pois tudo começou por causa do 14 Bis. Pra Nave gravar com o Claudio Venturini um dos 10 maiores guitarristas desse país foi um honra, um presente e uma emoção inexplicável. Já o Magrão também assina a Co – produção do CD, Magrão é o meu maior ídolo, então imagine dividir os vocais com ele na faixa “A Tempestade”, não tenho palavras. Quando comecei a pensar nisso tudo de banda, tinha como referencia o autor de “Caçador de Mim”, aprendi a tocar baixo por causa do Magrão.rs Só tenho que agradecer toda força dada por ele, pelo Claudio e por todos do 14 Bis que também tripulam essa Nave.
 

AV - Em uma cidade como o Rio de Janeiro que é considerada a Capital da Cultura Urbana do país, cujo o funk, o pagode e a musica eletronica dão as notas principais para a musica de massas, foi dificil lançar um trabalho de qualidade como o de vocês? Ouve uma aceitação satisfatória do público? 
IS:
  Realmente estamos no olho do furacão aqui no Rio, mas de certa forma é bem bacana, pois o “diferente” chega com mais facilidade, chama certa atenção. Acredito que estamos no lugar certo, mesmo com tantas adversidades, se fosse fácil não teria graça. Quando decidimos fundar a Nave, sabíamos das dificuldades, mas a Nave é isso, nossa vontade e maior sonho é levar musica de qualidade e, além disso, tentar transformar de alguma maneira nossa geração, fazer pensar, sonhar, amar, trazer novamente as coisas boas pro centro do debate e agir mais do que falar. Graças a Deus conseguimos e estamos alcançando um bom publico, que vai de jovens à “Boa Idade”.rs Nos shows isso fica bem evidente. Acredito que as pessoas estão sedentas e carentes por musica boa e com letras bacanas, só falta aparecer que as pessoas aprovam e curtem.

AV - Grande parte dessa conquista do primeiro cd foi merito de vocês, sem dúvida. Vocês contaram com uma fera protutiva que é o Half Canetti, talvez o maior produtor de Jingles do Brasil. Como foi ganhar de presente a musica O Segredo de Evandro Mesquita ( parceria com o mesmo Canetti) que é ícone da geração que deu o "pé na porta" para a musica pop no Brasil?

IS: Costumo dizer que o Ralph foi e é nosso guru musical, foi maravilhoso dividir com ele a produção desse CD.
Em relação a musica “O Segredo”, partiu do Evandro, que falou pro Ralph que ficaria bacana a canção cantada pela Nave, que tem a cara jovem...

Assim que ouvimos achamos show e logo ingressou pro CD. Nada melhor pra gente, pois a Nave traz na bagagem toda formação da década de 70/80 e a Blitz e o Evandro, foram os percussores do Rock Nacional, além da honra que é levar na tripulação dessa Nave o Evandro Mesquita, a musica veio traduzir toda essa influencia que habita essa Nave de Prata, que relembra e traz com uma nova roupagem, com a característica da Nave.

AV -  E os planos para voos futuros do Nave de Prata?

IS: Os Planos são muitos. Em breve estaremos fazendo shows da turnê – A Nova Era pro todo Brasil, para divulgar nosso CD. Ainda esse ano deve ocorrer uma surpresa muito bacana que vai ser um sonho para nós, mas ainda não posso revelar, mas assim que estiver tudo certo divulgaremos por aqui, pelo nosso site que é o www.navedeprata.com e pela internet (Orkut.etc..). Estamos na fase de curtir e agradecer todo esse movimento que está ocorrendo pelo lançamento desse 1° trabalho. 
E logo, logo o 2° vem por ai...E A NAVE VAI! 

 

 Viajante Solitário

Nossa Voz - Ao Vivo no Rio de Janeiro



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 08h33 PM
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Atrasadinho, mas o panfleto está um luxo:



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h29 PM
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Mandado publicar...

O Lado B nada pacífico de Barack Obama

Por Anonio Siqueira

obama

"Se realmente Barack Obama decidir cumprir parte de suas promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em vários países do mundo, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça"

O Comitê do Premio Nobel decidiu este ano, intempestivamente, conceder o Prêmio Nobel da Paz ao presidente norte-americano Barack Obama. Será merecido?

A mídia americana e mundial, controlada pelos mesmos homens e corporações que dominam o mundo, celebram alegremente o prêmio. Mas não acredito que o presidente americano, o primeiro negro a chegar ao governo (não ao poder), seja merecedor dessa honraria.
 
Ele até agora mantém, com vagas promessas de acabar, a agressão americana no Iraque, no Afeganistão, interferindo em assuntos internos de vários países do mundo, ameaçando nações soberanas, como Coréia do Norte e Irã, e por aí vai. Os suspeitos de terrorismo (sem culpa formada ou julgamento justo) contra alvos americanos, continuam detidos e sendo torturados na base usurpada de Guantánamo, em Cuba. O bloqueio econômico e humanitário que sufoca o povo cubano continua e a belicosidade americana permanece inalterada, apesar dos vários discursos de Barack Obama de que um dia mudará tudo isso.
 
Mas até agora nada mudou na beligerante política externa norte-americana e não creio que mudará tão cedo, se mudar!
 
A eleição de Barack Obama, enfrentando o status quo mantido pelas corporações que representam o poder do imperialismo norte-americano, foi um feito extraordinário. Afinal, há poucas décadas os negros, em certos estados do Sul, sofriam as mais bárbaras perseguições e segregações, sequer podiam andar na mesma calçada que os brancos ou frequentar os mesmos ambientes e escolas. Portanto, eleger um negro presidente da República é um feito que mostra a sociedade americana e o cidadão médio daquela potência mudando suas concepções de mundo.
 
Mas não podemos esquecer que se mantém inalterado o tripé do poder americano, baseado nas corporações do setor industrial/militar, no sistema financeiro hegemonista e no poder das indústrias de comunicação, entretenimento e mídia. A crise econômica gerada nos Estados Unidos e difundida por todo mundo capitalista não foi combatida a partir de sua germinação. Pelo contrário, para manter o poderio das corporações, Barak Obama usou o potencial do Estado americano para socorrer os setores mais atingidos pela crise, que foram os creditícios/financeiros e as indústrias automobilística e bélica.
 
E a crise por lá continua, seus efeitos mais graves apenas foram empurrados para debaixo do tapete. E quem mandava nos setores- chave do poderio americano continua mandando, ou seja: o Pentágono, Wall Street e a CIA.
 
Sem falar do golpe recente em Honduras, em que o presidente eleito e legitimamente no poder foi deposto numa ação militar típica daquelas articuladas pela CIA e seus amigos internos, isto é, a classe dominante hondurenha e seus sócios americanos.

Então, onde estão as mudanças prometidas por Barack Obama e seu espírito e ações pela paz mundial?

Ora, ele continua inclusive sustentando política, financeira e militarmente Israel, que mantém sua agressão contra o povo e a nação palestina, fustigando os países árabes independentes. 
 
Se realmente Barack Obama decidir cumprir parte de suas  promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em vários países do mundo, implementar sua reforma  do sistema de saúde, que beneficiaria o povo pobre dos Estados Unidos (é isso mesmo, há milhões de pobres naquele país e miséria terceiro-mundista em vários locais), democratizar a mídia e o capital e acabar com o poder soberano do setor industrial/bélico, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça.

Que é como os americanos realmente no poder costumam resolver suas diferenças políticas.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 06h02 PM
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Com a palavra...

Nem Rendição, Nem redenção

15 de outubro: nada a comemorar.

Por Hellington Chianca

É com muita tristeza que digo estas frases; jamais houve tanta derrota para a classe que sustenta toda a sociedade. A classe trabalhadora está órfã de um projeto educacional que mire a resolução de problemas como a auto-afirmação dos próprios trabalhadores como protagonistas de um processo maior de país e mesmo de continente.

 

Não é pequena a massa crítica de profissionais de educação básica e superior. Não é pequena a massa crítica dos educadores sociais, assistentes sociais, que assumem para si o papel de agentes da conscientização, frente ao estado de direito, mas que podem ir muito além desses limites.

 

No entanto, apesar dos sindicatos combativos como o SEPE-RJ e a ANDES-SN –  só para dar um exemplo de importante atuação nacional e no território fluminense, esta que muita das vezes serve como bastião de resistência nacional frente a ofensiva do programa de desregulamentação, sucateamento e privatização da educação escolar – temos uma carência quase que total de projeto. Mas para construir alguma espécie de projeto para a classe que sustenta os rentistas sanguessugas, devemos ter como ponto de partida uma análise realista, sem nenhuma espécie de pudor com as palavras.

 

1.      Não há nada a comemorar no dia 15 de outubro porque não há educação formal para a massa de trabalhadores que produzem as riquezas deste país;

2.      Não há autonomia educacional, didática, muito menos político-pedagógica na educação básica formal para os trabalhadores;

3.      Não há um projeto de desmercantilização da educação, que seja um contra-projeto alternativo ao neoliberalismo;

 

4.      Há uma parcial vitória de forças conservadoras, que há muito vêm destruindo a educação pública, em nome de uma modernização, entendida como privatização do financiamento pelas famílias, estatização burocrática do material didático e técnico, com compra de tecnologia educacional, a revelia de um projeto pedagógico que pudesse envolver os profissionais da educação.

 

No entanto, esta leitura corajosa que devemos fazer, e tento esboçar aqui, não é de forma alguma uma rendição ao fim da educação pública formal que hoje se conclui como projeto, vindo desde a ditadura civil militar e tomando fôlego nos últimos governos, “social-liberais”, FHC/Lula. Também não podemos continuar alimentando alguma ingenuidade em relação à suposta redenção da educação, como um mecanismo burocrático e ao mesmo tempo assistencialista que pudesse promover por pura boa vontade dos “colaboradores”, um processo civilizador, que aqui no Brasil pode ser tomado como sinônimo de passivizador das massas.

 

Havendo pouco mais de um mês do “dia dos mestres”, os trabalhadores em educação resistiram bravamente nas ruas do Rio de Janeiro, mesmo com uma reação fascista do governador Sergio Cabral, colocando a polícia para resolver este “probleminha de tumulto e desordem destes baderneiros”.  Mas nossa resistência é apenas resistência. Não sabemos –  pois não construímos junto destes – das demandas reais dos trabalhadores que dependem da educação formal pública. Não os convencemos de que a escola pública é um lócus fundamental para que possamos nos repensar e nos construir enquanto povo. Não demonstramos que o impacto do pagamento indenizatório, mas também a conquista de direitos como um salário digno reajustado em data base e (neste caso a pura efetivação, pois já foi conquistado) o plano de carreira é algo fundamental para evitar qualquer crise de super-acumulação/desemprego, mas deixando claro que o capitalismo não tem condições de garantir tal (re)distribuição de riquezas. Aceitamos quase que de bom grado que o professor é supérfluo ao limitarmo-nos ao giz, apagador, cuspe e diário. Mas achamos que estamos inovando quando utilizamos programinhas de computador e cartilhazinhas eletrônicas como as que são pagas para a (A)Fundação Roberto Marinho, que não é por acaso homônima do grande apoiador e enriquecido parceiro do regime civil-militar. Com a cara mais deslavada, tal grupo golpista aplica sua didática, cuja principal herança cultural a deixar é a ideologia do empreendedorismo, sem contar com a vitória (parcial) da burocracia sobre a educação politécnica, que possa humanizar o educando, mas também o professor. Sem querer fazer qualquer exercício de adivinhação, não é difícil imaginar que cursos privados ou mesmo as próprias organizações Globo investirão pequeno-politicamente numa intensa propaganda da necessidade de ensinar línguas estrangeiras, para formação de mão de obra muito barata para as olimpíadas da próxima década, barateando ainda mais o preço e a qualidade do ensino. Com a encucação de um lado e o processo de burocratização e flexibilização do currículo do outro, o terreno fica preparado para a introdução de cursos no modelo de tele-sala, aplicado como obrigatoriedade, em todo o estado. 

 

Desta maneira, o mesmo grupo que financiou Roseana Sarney em 2002, numa pré-candidatura anti-lulista (antes da “carta aos banqueiros”), que através da empresa Lunus e outras formas de driblar o controle social das contas públicas, compraria com dinheiro público alguns milhões de apostilas da Fundação Roberto Marinho, hoje vende descaradamente o chamado Projeto Autonomia, cuja razão imediata é poupar força de trabalho e servir como fator de acumulação pra um setor estratégico de aliança com o governo e do capitalismo rentista. A candidatura da filhinha pródiga do rei da pequena política, José Sarney, fora embargada, sendo substituída pelo já desgastado PSDB, mas hoje este grupo econômico, cujo poder cresce pelo seu vínculo cada vez mais estreito com os governos, não se tem por satisfeito e, junto com todos os outros meios de comunicação tradicionais, acusa de “atraso estatizante” toda e qualquer garantia de que verbas do pré-sal possam ser carimbadas desde já para a valorização dos trabalhadores em educação.

 

Este mesmo grupo, as organizações Globo, ataca setores da educação chamada “não-formal” e em muitos casos reconhecidas pelo Estado (dita formal), como os projetos educacionais do MST, cuja capacitação técnica e a auto-disciplina causam inveja a qualquer diretor de escola básica e onde há inclusive cursos superiores, trabalhando temas vitais como agroecologia, como é o caso da Escola Nacional Florestan Fernandes, organizada e administrada pelo demonizado MST. A “diabolização”, como bem diria Paulo Freire, faz parte de uma estratégia da mais mesquinha desvalorização de um tipo de educação que é a Educação Não-mercadológica. Educação humanizadora, pois chama para si a necessidade da verdadeira autonomia, que vai do projeto político-pedagógico ao material didático, mas que deve ser norteado por um projeto societário que supere esta hecatombe chamada capitalismo. Educação dos trabalhadores feita pelos trabalhadores, esta sim faz do professor um sujeito histórico, ali sim se deve comemorar.      

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 05h06 PM
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Um presente do Arte Vital para os companheiros do Grupo 14 BIS

Bêbado



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 05h18 PM
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do Via Fanzine

PHIL COLLINS DIZ QUE VAI PARAR DE TOCAR BATERIA.

Por causa de problemas ortopédicos, música pop perde um dos maiores bateristas da história.

 

Por Pepe Chaves

O músico britânico Phil Collins, declarou na segunda-feira (19/10) que vai abandonar as baquetas. Ele afirmou que por causa de um problema de saúde, não tem mais condições de tocar bateria. O músico que se revelou no Genesis é considerado um dos mais ousados bateristas da música pop.

 

A declaração de abandonar a bateria foi feita em entrevista de Collins ao jornal alemão 'Hamburger Abendblatt'. Faz algum tempo, agências internacionais de notícias anunciaram que o músico estaria ficando surdo, por causa de problemas de audição adquiridos por longas exposições a altos decibéis.

 

Na entrevista ao jornal alemão, onde declara passar por problemas ortopédicos, Collins disse que após passar por uma cirurgia em abril para reparar uma vértebra deslocada no pescoço, não tem mais sensibilidade nos dedos. Ele afirma que não tem mais forças para fechar os punhos e segurar as baquetas. Segundo ele, a única maneira que conseguiria tocar bateria, seria se 'colassem as baquetas nas mãos'.

 

Exímio baterista e denodado vocalista, Phil Collins é uma das lendas vivas do chamado Rock Progressivo, estilo musical que tomou conta do cenário inglês no final da década de 70. Ele foi co-fundador do Genesis, grupo progressivo surgido no Reino Unido em 1967. Collins se iniciou como mero baterista, para depois assumir os holofotes principais do microfone e a liderança da banda. 

 

Com a saída de Peter Gabriel em meados dos anos 70, Collins, além de gravar as baterias em todos os álbuns do Genesis, também assumiu os vocais. Além disso, comandou uma modernização no som e na temática da banda, que a permitiu se manter no topo das paradas por longos períodos.

 

Depois de muito sucesso e muita estrada ao lado dos também remanescentes do Genesis, Tony Banks (teclado) e Mike Rutterford (Baixo e guitarras) e de transformar a banda num ícone da música pop, no final dos anos 90, Collins resolve abandoná-la e empreender sua carreira solo. Ele foi substituído na banda, mas o álbum sem sua participação, “Calling all stations” (1999), apesar de muito bom, foi considerado um fracasso comercial.

 

Apesar de seus problemas ortopédicos, o músico planeja para 2010 um novo álbum. Neste novo trabalho, Phil Collins deverá dar nova roupagem a 30 canções do selo de música soul Motown.

 

Feliz de quem o viu tocar bateria ao vivo.

 

* Com informações do jornal 'Hamburger Abendblatt' (Alemanha).

- Tradução do autor.

- Foto: Virgin Media.

- Leia mais sobre o Genesis: www.viafanzine.jor.br/monstros.htm

 

 

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 10h09 PM
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Para o seu domingo ficar legal:



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h35 PM
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Marcos Damasceno_Ponto de Vista

 

Marcos Damasceno é uma espécie de patrimônio do lugar em que nasceu, cresceu e plantou a sua semente artística: Campo Grande, bairro cravado nas cercanias da antiga zona rural da cidade do Rio de Janeiro, sempre foi um nascedouro de grandes artistas na música, literatura, artes plásticas e cênicas.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 04h48 PM
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Com os versos

De gelo e névoa

Por Mariza Lourenço




De novo
e sempre
(como se nunca
tivesse sido)
a mesma parede
o mesmo ciclo
interminável
e agônico
da espera.

De novo
somente eu
e a minha
verdade
eu
o espelho
e a dor
deste
esganamento
entre as pernas.

De novo
em minha vida
(como sempre
haverá de ser
- até a morte)
somente eu

:gelo e névoa.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 04h16 PM
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Futebol também é arte...

No cafofo do desesperados

Uruguai e Argentina fazem jogo de vida ou morte por uma vaga na copa 2010 dependendo de seus respectivos desempenhos e da seleção do Equador.

Por Antonio Siqueira

el cheradón

O Uruguai x Argentina mais importante desde 1986. Em território uruguaio, o mais valorizado duelo entre os vizinhos desde a final da Copa de 1930, a primeira da história.

No mesmo palco em que a "Celeste Olímpica" fez 4 a 2 na Argentina no Mundial pioneiro, uma vaga direta na 19ª Copa estará em jogo às 19h (de Brasília). O mais antigo clássico sul-americano pela primeira vez vale muito para os dois lados do Rio da Prata em eliminatórias.

Nos dois últimos qualificatórios, uruguaios e argentinos se mediram também na rodada final, mas, com os visitantes já classificados, os jogos tiveram pouca emoção --o válido para o Mundial de 2002, em especial, viu equipes desinteressadas e com suspeitas de terem combinado o placar da partida.

Amanhã, quem vencer está na Copa de forma direta. Quem perder, ficará fora do Mundial se o Equador ganhar do Chile em Santiago. Se der empate no clássico, ambos ficarão na dependência do que ocorrerá na partida dos equatorianos.

A Argentina tem um ponto a mais que o Uruguai (25 a 24) e com empate ao menos se garante na repescagem --o Equador precisaria vencer por cinco ou mais gols de diferença para superar o saldo argentino no caso de empate no Centenário.

Por isso, a necessidade maior da vitória é do Uruguai, que jamais perdeu um jogo em casa para a Argentina em eliminatórias --obteve uma vitória e dois empates nesses duelos.

O Uruguai quer vaga direta para evitar repetir o que ocorreu nas últimas eliminatórias, quando foi eliminado num mata-mata diante da Austrália. Agora, o rival da repescagem vem da Concacaf --esse vai ser Costa Rica ou Honduras.

Há um enorme pessimismo na Argentina com a seleção do técnico Diego Maradona. Maradona se assemelha é muito parecido com Pelé e até melhor que o Rei do futebol e m algumas coisas, dentre elas, as galhofas verbais proferidas à imprensa. Também dá mostras cada vez mais cristalinas de que é foi bem melhor dentro de campo e com a bola nos pés do que fora dele. Como técnico, Dieguito é uma grande piada de mal gosto, pois a Argentina corre sério risco de assistir á Copa Sul Africana de casa.

Algumas declarações do dia:



"Parece que o adversário é o Brasil de 1970 e nós não existimos", falou Jorge Higuaín, ex-jogador argentino que é pai de Higuaín, atacante titular hoje.

Ele disse essa frase em um programa de TV em que todos os jornalistas apontavam para o pior em Montevidéu.

"É só um jogo de futebol, não uma batalha", falou um Maradona sem muita convicção.

Desde 1970 a Argentina não deixa de participar do Mundial. Porém há supersticiosos argentinos que vislumbram até o tricampeonato em 2010.

Para as eliminatórias da Copa de 1986, os argentinos só conseguiram a vaga com um gol nos minutos finais do reserva Gareca, num jogo dramático debaixo de chuva, como aconteceu no sábado passado. Maradona, assim como Messi, não brilhou tanto naquela campanha nas eliminatórias, mas explodiu na Copa no México, quando a Argentina superou o Uruguai (rival da vez) por 1 a 0.

Um punhado da Copa de 30, uma pitada de Mundial de 86, e o Uruguai x Argentina volta a ofuscar até o Brasil por 2010.

O escriba que vos fala aguarda o Uruguai na Copa da África do Sul para devido acertos de contas.  Aos Argentinos, muito tango e varias tardes de pipocas e vinhos para este mundial. Nada pessoal, é claro.

 

 

Fonte: www.bbc.com  e seu Manuel do Boteco da Jacareacanga



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 07h01 PM
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MÁGICA....



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h36 AM
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Poesia Vital...

VAZIO

Sandra Britto

vazio
 
 
UM GEMIDO. PRAZER. DOR.
 
A chuva fria caía lá fora
 
LEMBRANÇAS
 
Lá fora de mim
Tarde vazia caía lá fora
Lá fora de mim
 
A QUE REINO PERTENCE?
 
Se a água se torna conteúdo
Porque não eu?
Sou um ladrilho?
Envergonhar-me?
 
A mutação nos é apresentada
Andar lado a lado
Sem medo de machucar
Gostar do que se vê
 
Mãos inseguras não me detem
Amar apaixonadamente
Tempo é vida
Perca seu tempo sozinho se quiser
 
TEMPO, o que nos resta e o que nos falta!
 
Que a liberdade me possua!
Olhar através da vidraça, chuva.
 
Tire a máscara. Também a roupa.
Mostre-se!
 
A chuva fria caía lá fora
Preenchendo o vazio. Fazendo o deserto florescer.

 
 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 12h49 PM
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joyce....

Um Porrista Genial

Por Antônio Siqueira

                 

Um dos mais inventivos escritores do século XX, James Joyce publicou Ulisses, um ponto de inflexão na história da literatura, em 1922. Dominando como poucos escritores o uso do monólogo interior, Joyce criou, em sua obra-prima, o monólogo de Molly Bloom, um exemplo perfeito desta técnica que tenta reproduzir a linguagem inconsciente de um personagem.

“(...) então sim pedi com os olhos que voltasse a me pedir e então me pediu e eu queria dizer sim minha flor da montanha e primeiro abracei-o e o trouxe para cima de mim para que pudesse sentir meus seios todos os perfumes sim e o coração que batia igual um louco e sim eu disse sim quero. Sim.”

(Trecho de Ulysses)

Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal pela maior parte da vida adulta, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática. Seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particularistas dos autores modernistas de língua inglesa.
 
  
 

JAMES JOYCE (1882-1941), romancista e poeta irlandês cujas perspicácia psicológica e inovadoras técnicas literárias converteram-no em um dos mais importantes escritores do século XX.

 Depois do seu primeiro livro de poemas, Música de câmara (1907), e do livro de contos Dublinenses (1914), publicou o romance Retrato do artista quando jovem (1916), quase autobiográfico e no qual utilizou amplamente o monólogo interior.

 Alcançou fama mundial em 1922, com a publicação de Ulisses, romance considerado um ponto de inflexão na literatura universal.

 Finnegans wake (1939), sua última e mais complexa obra, constitui uma experiência de linguagem que abrange várias línguas. Postumamente, foi lançado, entre outros, Stephen hero (1944), primeira versão de Retrato do artista quando jovem. Em 1968, seu biógrafo, Richard Ellman, publicou um original inédito, Giácomo, obra pequena considerada o antecedente de Ulisses.

Conheci outro genio literário: Fernando Toledo. Acho que um dos poucos seres capazes de decifrar os truques literários do inventivo e excepcional escritor Irlandês. Fernando faleceu há 3 anos e, em póstuma homenagem, chegou a ser cremado com o seu inseparável Ulisses. Tema de muitos debates acirradamente interessantes em nossas longas noitadas filosofais.

Joyce morreu no inverno de 1941, pobre, bêbado e doente num subúrbio de Londres e sua obra atravessou o século XX incólume e se perpetuará por outros tempos, enquanto a ignorância dos homens perdurar.

 
 
  
 Principais Obras

 

Música de câmara 1907 Poemas de amor

Dublinenses 1914 Contos

Retrato do artista quando jovem 1916 Romance

Exílios 1918 Peça teatral

Ulysses 1922 Romance

Pomes Penyeach 1927 Poemas

Collected Poems 1936 Poemas

Finnegans Wake 1939 Romance

 Imagem: news.minnesota.publicradio.org

                   



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h55 PM
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