Com os versos

De gelo e névoa

Por Mariza Lourenço




De novo
e sempre
(como se nunca
tivesse sido)
a mesma parede
o mesmo ciclo
interminável
e agônico
da espera.

De novo
somente eu
e a minha
verdade
eu
o espelho
e a dor
deste
esganamento
entre as pernas.

De novo
em minha vida
(como sempre
haverá de ser
- até a morte)
somente eu

:gelo e névoa.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 04h16 PM
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Futebol também é arte...

No cafofo do desesperados

Uruguai e Argentina fazem jogo de vida ou morte por uma vaga na copa 2010 dependendo de seus respectivos desempenhos e da seleção do Equador.

Por Antonio Siqueira

el cheradón

O Uruguai x Argentina mais importante desde 1986. Em território uruguaio, o mais valorizado duelo entre os vizinhos desde a final da Copa de 1930, a primeira da história.

No mesmo palco em que a "Celeste Olímpica" fez 4 a 2 na Argentina no Mundial pioneiro, uma vaga direta na 19ª Copa estará em jogo às 19h (de Brasília). O mais antigo clássico sul-americano pela primeira vez vale muito para os dois lados do Rio da Prata em eliminatórias.

Nos dois últimos qualificatórios, uruguaios e argentinos se mediram também na rodada final, mas, com os visitantes já classificados, os jogos tiveram pouca emoção --o válido para o Mundial de 2002, em especial, viu equipes desinteressadas e com suspeitas de terem combinado o placar da partida.

Amanhã, quem vencer está na Copa de forma direta. Quem perder, ficará fora do Mundial se o Equador ganhar do Chile em Santiago. Se der empate no clássico, ambos ficarão na dependência do que ocorrerá na partida dos equatorianos.

A Argentina tem um ponto a mais que o Uruguai (25 a 24) e com empate ao menos se garante na repescagem --o Equador precisaria vencer por cinco ou mais gols de diferença para superar o saldo argentino no caso de empate no Centenário.

Por isso, a necessidade maior da vitória é do Uruguai, que jamais perdeu um jogo em casa para a Argentina em eliminatórias --obteve uma vitória e dois empates nesses duelos.

O Uruguai quer vaga direta para evitar repetir o que ocorreu nas últimas eliminatórias, quando foi eliminado num mata-mata diante da Austrália. Agora, o rival da repescagem vem da Concacaf --esse vai ser Costa Rica ou Honduras.

Há um enorme pessimismo na Argentina com a seleção do técnico Diego Maradona. Maradona se assemelha é muito parecido com Pelé e até melhor que o Rei do futebol e m algumas coisas, dentre elas, as galhofas verbais proferidas à imprensa. Também dá mostras cada vez mais cristalinas de que é foi bem melhor dentro de campo e com a bola nos pés do que fora dele. Como técnico, Dieguito é uma grande piada de mal gosto, pois a Argentina corre sério risco de assistir á Copa Sul Africana de casa.

Algumas declarações do dia:



"Parece que o adversário é o Brasil de 1970 e nós não existimos", falou Jorge Higuaín, ex-jogador argentino que é pai de Higuaín, atacante titular hoje.

Ele disse essa frase em um programa de TV em que todos os jornalistas apontavam para o pior em Montevidéu.

"É só um jogo de futebol, não uma batalha", falou um Maradona sem muita convicção.

Desde 1970 a Argentina não deixa de participar do Mundial. Porém há supersticiosos argentinos que vislumbram até o tricampeonato em 2010.

Para as eliminatórias da Copa de 1986, os argentinos só conseguiram a vaga com um gol nos minutos finais do reserva Gareca, num jogo dramático debaixo de chuva, como aconteceu no sábado passado. Maradona, assim como Messi, não brilhou tanto naquela campanha nas eliminatórias, mas explodiu na Copa no México, quando a Argentina superou o Uruguai (rival da vez) por 1 a 0.

Um punhado da Copa de 30, uma pitada de Mundial de 86, e o Uruguai x Argentina volta a ofuscar até o Brasil por 2010.

O escriba que vos fala aguarda o Uruguai na Copa da África do Sul para devido acertos de contas.  Aos Argentinos, muito tango e varias tardes de pipocas e vinhos para este mundial. Nada pessoal, é claro.

 

 

Fonte: www.bbc.com  e seu Manuel do Boteco da Jacareacanga



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 07h01 PM
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MÁGICA....



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 03h36 AM
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Poesia Vital...

VAZIO

Sandra Britto

vazio
 
 
UM GEMIDO. PRAZER. DOR.
 
A chuva fria caía lá fora
 
LEMBRANÇAS
 
Lá fora de mim
Tarde vazia caía lá fora
Lá fora de mim
 
A QUE REINO PERTENCE?
 
Se a água se torna conteúdo
Porque não eu?
Sou um ladrilho?
Envergonhar-me?
 
A mutação nos é apresentada
Andar lado a lado
Sem medo de machucar
Gostar do que se vê
 
Mãos inseguras não me detem
Amar apaixonadamente
Tempo é vida
Perca seu tempo sozinho se quiser
 
TEMPO, o que nos resta e o que nos falta!
 
Que a liberdade me possua!
Olhar através da vidraça, chuva.
 
Tire a máscara. Também a roupa.
Mostre-se!
 
A chuva fria caía lá fora
Preenchendo o vazio. Fazendo o deserto florescer.

 
 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 12h49 PM
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joyce....

Um Porrista Genial

Por Antônio Siqueira

                 

Um dos mais inventivos escritores do século XX, James Joyce publicou Ulisses, um ponto de inflexão na história da literatura, em 1922. Dominando como poucos escritores o uso do monólogo interior, Joyce criou, em sua obra-prima, o monólogo de Molly Bloom, um exemplo perfeito desta técnica que tenta reproduzir a linguagem inconsciente de um personagem.

“(...) então sim pedi com os olhos que voltasse a me pedir e então me pediu e eu queria dizer sim minha flor da montanha e primeiro abracei-o e o trouxe para cima de mim para que pudesse sentir meus seios todos os perfumes sim e o coração que batia igual um louco e sim eu disse sim quero. Sim.”

(Trecho de Ulysses)

Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal pela maior parte da vida adulta, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática. Seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particularistas dos autores modernistas de língua inglesa.
 
  
 

JAMES JOYCE (1882-1941), romancista e poeta irlandês cujas perspicácia psicológica e inovadoras técnicas literárias converteram-no em um dos mais importantes escritores do século XX.

 Depois do seu primeiro livro de poemas, Música de câmara (1907), e do livro de contos Dublinenses (1914), publicou o romance Retrato do artista quando jovem (1916), quase autobiográfico e no qual utilizou amplamente o monólogo interior.

 Alcançou fama mundial em 1922, com a publicação de Ulisses, romance considerado um ponto de inflexão na literatura universal.

 Finnegans wake (1939), sua última e mais complexa obra, constitui uma experiência de linguagem que abrange várias línguas. Postumamente, foi lançado, entre outros, Stephen hero (1944), primeira versão de Retrato do artista quando jovem. Em 1968, seu biógrafo, Richard Ellman, publicou um original inédito, Giácomo, obra pequena considerada o antecedente de Ulisses.

Conheci outro genio literário: Fernando Toledo. Acho que um dos poucos seres capazes de decifrar os truques literários do inventivo e excepcional escritor Irlandês. Fernando faleceu há 3 anos e, em póstuma homenagem, chegou a ser cremado com o seu inseparável Ulisses. Tema de muitos debates acirradamente interessantes em nossas longas noitadas filosofais.

Joyce morreu no inverno de 1941, pobre, bêbado e doente num subúrbio de Londres e sua obra atravessou o século XX incólume e se perpetuará por outros tempos, enquanto a ignorância dos homens perdurar.

 
 
  
 Principais Obras

 

Música de câmara 1907 Poemas de amor

Dublinenses 1914 Contos

Retrato do artista quando jovem 1916 Romance

Exílios 1918 Peça teatral

Ulysses 1922 Romance

Pomes Penyeach 1927 Poemas

Collected Poems 1936 Poemas

Finnegans Wake 1939 Romance

 Imagem: news.minnesota.publicradio.org

                   



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h55 PM
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Do Museu Clube da Esquina...o Museu da Pessoa 2009



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 01h29 AM
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nota...

Cantora argentina Mercedes Sosa morre aos 74 anos

Com seis décadas de carreira interpretou diversos gêneros musicais, conheceu o exílio e enfrentou a censura de ditadores.

 Por Guido Nejamkis, para a Reuters

A cantora Mercedes Sosa, símbolo latino-americano e principal voz da música argentina, morreu no domingo (04/10) aos 74 anos, informou sua família.

 

Mercedes Sosa se encontrava hospitalizada desde 18 de setembro em Buenos Aires e seu estado de saúde se agravou na semana passada, devido a problemas renais e hepáticos, que debilitaram seus órgãos vitais.

 

"Nesta data, na cidade de Buenos Aires, Argentina, temos que informar que a senhora Mercedes Sosa, a maior artista da Música Popular Latino-americana, nos deixou", afirmou sua família em uma nota.

 

Com seis décadas de carreira na qual circulou por todos os gêneros musicais, também no exílio, enfrentando a censura de ditadores, Mercedes Sosa repartiu o palco em todo mundo com músicos de diferentes estilos e gerações, sem perder nunca sua profunda ligação com o folclore, a música predominante do interior argentino.

 

"Haydé Mercedes Sosa nasceu no dia 9 de julho de 1935 na cidade de San Miguel de Tucumán. Com 74 anos e uma trajetória de 60 anos, ela transitou por diversos países do mundo... e deixou um grande legado", acrescentou a mensagem da família.

 

O corpo da artista será velado a partir do meio-dia (horário de Buenos Aires), na sede do Congresso Nacional.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 12h37 AM
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Poetando...

Pequena Flor

Por Sandra Britto

Pequena Flor deixa-me fazer parte de você?
Porque já faz parte de mim.
Por mais dias que possas imaginar.
 
Pequena Flor não vai dizer nada?
 
Fico aqui não sei quanto tempo, e nenhuma palavra.
 
É comum realizar-se contratos pelas palavras.
As palavras são muitas vezes como as paredes de um aquário.
Limite.
 Ser Humano.Ser angustiado.
Viver dentro e fora da Pena Flor.
Dos limites não ter saudade.
 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 04h49 PM
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Vou publicar esse texto até o fim dos dias da arte e da cultura...

JB, 27/03/2005
 
Box para resenha de Luís Pimentel do livro "Batidão - Uma histpória do funk", de Sílvio Essinger

Não é música, muito menos arte

Por Fernando Toledo

Muito se escreve sobre o funk carioca: alguns defendendo-o como manifestação artística legítima dos guetos do Rio de Janeiro; outros atacando-o, baseados em seus aspectos mais óbvios, como suas letras estilisticamente pobres, geralmente calcadas na apologia de drogas, violência e sexo desenfreado. Tudo isso é real, sem dúvida, mas o que esses óbvios detratores se esquecem é do aspecto mais importante em tudo isso: o funk carioca não pode, em hipótese alguma, ser chamado de música.

 

Para que o fenômeno musical ocorra, três elementos devem estar presentes: ritmo, melodia e harmonia. E, nesse pretenso estilo, somente o primeiro se manifesta. O funk carioca se baseia, simplesmente, em frases entoadas ao longo de uma base rítmica, sem que haja um sentido horizontal (notas em série) ou vertical (notas sobrepostas, constituindo acordes). Dessa forma, não é música.

Outro aspecto que cabe ressaltar é o de que qualquer obra de arte deve advir do engenho humano, de uma transmutação da realidade existente por meio do homem. E os ditos ''compositores'' de funk não operam neste sentido: limitam-se a samplear bases preexistentes para que os supostos ''cantores'' desfilem sua pretensa poesia. O elemento humano, o ser criativo, está excluído, logo, não pode nem mesmo ser chamado de arte, mesmo com a maior das condescendências.

Assim sendo, pode-se afirmar, sem medo, que o funk carioca não é manifestação artística legítima de gueto nenhum, visto que, simplesmente, não é música, nem mesmo arte. E que opera numa esfera muito distante do humano.

 



Escrito por ARTE VITAL às 11h48 PM
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