Mandado publicar...

O Lado B nada pacífico de Barack Obama

Por Anonio Siqueira

obama

"Se realmente Barack Obama decidir cumprir parte de suas promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em vários países do mundo, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça"

O Comitê do Premio Nobel decidiu este ano, intempestivamente, conceder o Prêmio Nobel da Paz ao presidente norte-americano Barack Obama. Será merecido?

A mídia americana e mundial, controlada pelos mesmos homens e corporações que dominam o mundo, celebram alegremente o prêmio. Mas não acredito que o presidente americano, o primeiro negro a chegar ao governo (não ao poder), seja merecedor dessa honraria.
 
Ele até agora mantém, com vagas promessas de acabar, a agressão americana no Iraque, no Afeganistão, interferindo em assuntos internos de vários países do mundo, ameaçando nações soberanas, como Coréia do Norte e Irã, e por aí vai. Os suspeitos de terrorismo (sem culpa formada ou julgamento justo) contra alvos americanos, continuam detidos e sendo torturados na base usurpada de Guantánamo, em Cuba. O bloqueio econômico e humanitário que sufoca o povo cubano continua e a belicosidade americana permanece inalterada, apesar dos vários discursos de Barack Obama de que um dia mudará tudo isso.
 
Mas até agora nada mudou na beligerante política externa norte-americana e não creio que mudará tão cedo, se mudar!
 
A eleição de Barack Obama, enfrentando o status quo mantido pelas corporações que representam o poder do imperialismo norte-americano, foi um feito extraordinário. Afinal, há poucas décadas os negros, em certos estados do Sul, sofriam as mais bárbaras perseguições e segregações, sequer podiam andar na mesma calçada que os brancos ou frequentar os mesmos ambientes e escolas. Portanto, eleger um negro presidente da República é um feito que mostra a sociedade americana e o cidadão médio daquela potência mudando suas concepções de mundo.
 
Mas não podemos esquecer que se mantém inalterado o tripé do poder americano, baseado nas corporações do setor industrial/militar, no sistema financeiro hegemonista e no poder das indústrias de comunicação, entretenimento e mídia. A crise econômica gerada nos Estados Unidos e difundida por todo mundo capitalista não foi combatida a partir de sua germinação. Pelo contrário, para manter o poderio das corporações, Barak Obama usou o potencial do Estado americano para socorrer os setores mais atingidos pela crise, que foram os creditícios/financeiros e as indústrias automobilística e bélica.
 
E a crise por lá continua, seus efeitos mais graves apenas foram empurrados para debaixo do tapete. E quem mandava nos setores- chave do poderio americano continua mandando, ou seja: o Pentágono, Wall Street e a CIA.
 
Sem falar do golpe recente em Honduras, em que o presidente eleito e legitimamente no poder foi deposto numa ação militar típica daquelas articuladas pela CIA e seus amigos internos, isto é, a classe dominante hondurenha e seus sócios americanos.

Então, onde estão as mudanças prometidas por Barack Obama e seu espírito e ações pela paz mundial?

Ora, ele continua inclusive sustentando política, financeira e militarmente Israel, que mantém sua agressão contra o povo e a nação palestina, fustigando os países árabes independentes. 
 
Se realmente Barack Obama decidir cumprir parte de suas  promessas de campanha e terminar com as agressões americanas em vários países do mundo, implementar sua reforma  do sistema de saúde, que beneficiaria o povo pobre dos Estados Unidos (é isso mesmo, há milhões de pobres naquele país e miséria terceiro-mundista em vários locais), democratizar a mídia e o capital e acabar com o poder soberano do setor industrial/bélico, pode mesmo é acabar com um tiro na cabeça.

Que é como os americanos realmente no poder costumam resolver suas diferenças políticas.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 06h02 PM
[] [envie esta mensagem] []



Com a palavra...

Nem Rendição, Nem redenção

15 de outubro: nada a comemorar.

Por Hellington Chianca

É com muita tristeza que digo estas frases; jamais houve tanta derrota para a classe que sustenta toda a sociedade. A classe trabalhadora está órfã de um projeto educacional que mire a resolução de problemas como a auto-afirmação dos próprios trabalhadores como protagonistas de um processo maior de país e mesmo de continente.

 

Não é pequena a massa crítica de profissionais de educação básica e superior. Não é pequena a massa crítica dos educadores sociais, assistentes sociais, que assumem para si o papel de agentes da conscientização, frente ao estado de direito, mas que podem ir muito além desses limites.

 

No entanto, apesar dos sindicatos combativos como o SEPE-RJ e a ANDES-SN –  só para dar um exemplo de importante atuação nacional e no território fluminense, esta que muita das vezes serve como bastião de resistência nacional frente a ofensiva do programa de desregulamentação, sucateamento e privatização da educação escolar – temos uma carência quase que total de projeto. Mas para construir alguma espécie de projeto para a classe que sustenta os rentistas sanguessugas, devemos ter como ponto de partida uma análise realista, sem nenhuma espécie de pudor com as palavras.

 

1.      Não há nada a comemorar no dia 15 de outubro porque não há educação formal para a massa de trabalhadores que produzem as riquezas deste país;

2.      Não há autonomia educacional, didática, muito menos político-pedagógica na educação básica formal para os trabalhadores;

3.      Não há um projeto de desmercantilização da educação, que seja um contra-projeto alternativo ao neoliberalismo;

 

4.      Há uma parcial vitória de forças conservadoras, que há muito vêm destruindo a educação pública, em nome de uma modernização, entendida como privatização do financiamento pelas famílias, estatização burocrática do material didático e técnico, com compra de tecnologia educacional, a revelia de um projeto pedagógico que pudesse envolver os profissionais da educação.

 

No entanto, esta leitura corajosa que devemos fazer, e tento esboçar aqui, não é de forma alguma uma rendição ao fim da educação pública formal que hoje se conclui como projeto, vindo desde a ditadura civil militar e tomando fôlego nos últimos governos, “social-liberais”, FHC/Lula. Também não podemos continuar alimentando alguma ingenuidade em relação à suposta redenção da educação, como um mecanismo burocrático e ao mesmo tempo assistencialista que pudesse promover por pura boa vontade dos “colaboradores”, um processo civilizador, que aqui no Brasil pode ser tomado como sinônimo de passivizador das massas.

 

Havendo pouco mais de um mês do “dia dos mestres”, os trabalhadores em educação resistiram bravamente nas ruas do Rio de Janeiro, mesmo com uma reação fascista do governador Sergio Cabral, colocando a polícia para resolver este “probleminha de tumulto e desordem destes baderneiros”.  Mas nossa resistência é apenas resistência. Não sabemos –  pois não construímos junto destes – das demandas reais dos trabalhadores que dependem da educação formal pública. Não os convencemos de que a escola pública é um lócus fundamental para que possamos nos repensar e nos construir enquanto povo. Não demonstramos que o impacto do pagamento indenizatório, mas também a conquista de direitos como um salário digno reajustado em data base e (neste caso a pura efetivação, pois já foi conquistado) o plano de carreira é algo fundamental para evitar qualquer crise de super-acumulação/desemprego, mas deixando claro que o capitalismo não tem condições de garantir tal (re)distribuição de riquezas. Aceitamos quase que de bom grado que o professor é supérfluo ao limitarmo-nos ao giz, apagador, cuspe e diário. Mas achamos que estamos inovando quando utilizamos programinhas de computador e cartilhazinhas eletrônicas como as que são pagas para a (A)Fundação Roberto Marinho, que não é por acaso homônima do grande apoiador e enriquecido parceiro do regime civil-militar. Com a cara mais deslavada, tal grupo golpista aplica sua didática, cuja principal herança cultural a deixar é a ideologia do empreendedorismo, sem contar com a vitória (parcial) da burocracia sobre a educação politécnica, que possa humanizar o educando, mas também o professor. Sem querer fazer qualquer exercício de adivinhação, não é difícil imaginar que cursos privados ou mesmo as próprias organizações Globo investirão pequeno-politicamente numa intensa propaganda da necessidade de ensinar línguas estrangeiras, para formação de mão de obra muito barata para as olimpíadas da próxima década, barateando ainda mais o preço e a qualidade do ensino. Com a encucação de um lado e o processo de burocratização e flexibilização do currículo do outro, o terreno fica preparado para a introdução de cursos no modelo de tele-sala, aplicado como obrigatoriedade, em todo o estado. 

 

Desta maneira, o mesmo grupo que financiou Roseana Sarney em 2002, numa pré-candidatura anti-lulista (antes da “carta aos banqueiros”), que através da empresa Lunus e outras formas de driblar o controle social das contas públicas, compraria com dinheiro público alguns milhões de apostilas da Fundação Roberto Marinho, hoje vende descaradamente o chamado Projeto Autonomia, cuja razão imediata é poupar força de trabalho e servir como fator de acumulação pra um setor estratégico de aliança com o governo e do capitalismo rentista. A candidatura da filhinha pródiga do rei da pequena política, José Sarney, fora embargada, sendo substituída pelo já desgastado PSDB, mas hoje este grupo econômico, cujo poder cresce pelo seu vínculo cada vez mais estreito com os governos, não se tem por satisfeito e, junto com todos os outros meios de comunicação tradicionais, acusa de “atraso estatizante” toda e qualquer garantia de que verbas do pré-sal possam ser carimbadas desde já para a valorização dos trabalhadores em educação.

 

Este mesmo grupo, as organizações Globo, ataca setores da educação chamada “não-formal” e em muitos casos reconhecidas pelo Estado (dita formal), como os projetos educacionais do MST, cuja capacitação técnica e a auto-disciplina causam inveja a qualquer diretor de escola básica e onde há inclusive cursos superiores, trabalhando temas vitais como agroecologia, como é o caso da Escola Nacional Florestan Fernandes, organizada e administrada pelo demonizado MST. A “diabolização”, como bem diria Paulo Freire, faz parte de uma estratégia da mais mesquinha desvalorização de um tipo de educação que é a Educação Não-mercadológica. Educação humanizadora, pois chama para si a necessidade da verdadeira autonomia, que vai do projeto político-pedagógico ao material didático, mas que deve ser norteado por um projeto societário que supere esta hecatombe chamada capitalismo. Educação dos trabalhadores feita pelos trabalhadores, esta sim faz do professor um sujeito histórico, ali sim se deve comemorar.      

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 05h06 PM
[] [envie esta mensagem] []



Um presente do Arte Vital para os companheiros do Grupo 14 BIS

Bêbado



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 05h18 PM
[] [envie esta mensagem] []



do Via Fanzine

PHIL COLLINS DIZ QUE VAI PARAR DE TOCAR BATERIA.

Por causa de problemas ortopédicos, música pop perde um dos maiores bateristas da história.

 

Por Pepe Chaves

O músico britânico Phil Collins, declarou na segunda-feira (19/10) que vai abandonar as baquetas. Ele afirmou que por causa de um problema de saúde, não tem mais condições de tocar bateria. O músico que se revelou no Genesis é considerado um dos mais ousados bateristas da música pop.

 

A declaração de abandonar a bateria foi feita em entrevista de Collins ao jornal alemão 'Hamburger Abendblatt'. Faz algum tempo, agências internacionais de notícias anunciaram que o músico estaria ficando surdo, por causa de problemas de audição adquiridos por longas exposições a altos decibéis.

 

Na entrevista ao jornal alemão, onde declara passar por problemas ortopédicos, Collins disse que após passar por uma cirurgia em abril para reparar uma vértebra deslocada no pescoço, não tem mais sensibilidade nos dedos. Ele afirma que não tem mais forças para fechar os punhos e segurar as baquetas. Segundo ele, a única maneira que conseguiria tocar bateria, seria se 'colassem as baquetas nas mãos'.

 

Exímio baterista e denodado vocalista, Phil Collins é uma das lendas vivas do chamado Rock Progressivo, estilo musical que tomou conta do cenário inglês no final da década de 70. Ele foi co-fundador do Genesis, grupo progressivo surgido no Reino Unido em 1967. Collins se iniciou como mero baterista, para depois assumir os holofotes principais do microfone e a liderança da banda. 

 

Com a saída de Peter Gabriel em meados dos anos 70, Collins, além de gravar as baterias em todos os álbuns do Genesis, também assumiu os vocais. Além disso, comandou uma modernização no som e na temática da banda, que a permitiu se manter no topo das paradas por longos períodos.

 

Depois de muito sucesso e muita estrada ao lado dos também remanescentes do Genesis, Tony Banks (teclado) e Mike Rutterford (Baixo e guitarras) e de transformar a banda num ícone da música pop, no final dos anos 90, Collins resolve abandoná-la e empreender sua carreira solo. Ele foi substituído na banda, mas o álbum sem sua participação, “Calling all stations” (1999), apesar de muito bom, foi considerado um fracasso comercial.

 

Apesar de seus problemas ortopédicos, o músico planeja para 2010 um novo álbum. Neste novo trabalho, Phil Collins deverá dar nova roupagem a 30 canções do selo de música soul Motown.

 

Feliz de quem o viu tocar bateria ao vivo.

 

* Com informações do jornal 'Hamburger Abendblatt' (Alemanha).

- Tradução do autor.

- Foto: Virgin Media.

- Leia mais sobre o Genesis: www.viafanzine.jor.br/monstros.htm

 

 

 

 



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 10h09 PM
[] [envie esta mensagem] []



Para o seu domingo ficar legal:



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 02h35 PM
[] [envie esta mensagem] []



Marcos Damasceno_Ponto de Vista

 

Marcos Damasceno é uma espécie de patrimônio do lugar em que nasceu, cresceu e plantou a sua semente artística: Campo Grande, bairro cravado nas cercanias da antiga zona rural da cidade do Rio de Janeiro, sempre foi um nascedouro de grandes artistas na música, literatura, artes plásticas e cênicas.



Escrito por ARTE VITAL by antonio siqueira às 04h48 PM
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
    Votação
    Dê uma nota para meu blog


    Outros sites
    Cavalos à Capela
    Terra Dreams
    Guia dos Curiosos
    DEUTSCHE WELLE
    Museu Virtual de Arte Brasileira
    Biscoito Fino
    SPACE.COM
    Coral "Um Só Tom"
    NASA/STARDUST
    Blog do Ernâni Motta
    Revista Palavril
    POEMA SHOW
    FRASE & EFEITO
    CRONÓPIOS-literatura e arte no plural
    VIA FANZINE
    VERSOS & ACORDES
    EXPRESS-Via Fanzine
    Proseando com Mariza
    Atelier da Imagem
    CABARÉ
    BLOG DO VERMELHO/14 BIS
    TeCutuco
    UNBUBBLE
    La escena de la memoria
    GERMINA revista de literatura e arte