Organizações não governamentais classificaram de "revide" as operações policiais desde o dia 17 de outubro, após a queda de um helicóptero que matou três tripulantes no morro São João, nas imediações do Morro dos Macacos, e desencadeou uma série de incursões da Polícia Militar em favelas cariocas.
Por Antonio Siqueira
Uma semana após a derrubada de um helicóptero da polícia carioca por traficantes no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio, a guerra entre facções rivais e as forças de segurança já somam 45 mortos, em confrontos na capital e na região metropolitana da cidade. Numa tentativa de desarticular a ação dos criminosos, dez traficantes presos no Estado foram transferidos na manhã deste sábado, 24, para o presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Um manifesto assinado por diversas entidades - entre elas Justiça Global, Grupo Tortura Nunca Mais e Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - aponta que o governo do Estado do Rio age "de forma vingativa" e "manipula a reação pública" por meio do "pânico que oculta mortes, ferimentos, fechamento de escolas, creches, postos de saúde e comércio".
O documento aponta que a "política do confronto" busca respaldo "nos grandes acontecimentos esportivos previstos para ocorrer na cidade". As entidades realizarão um encontro nesta segunda-feira, 26, às 15 horas, no Sindicato Estadual dos Professores, para lançar o manifesto.
Desde a queda do helicóptero da Polícia Militar, 47 pessoas morreram. As últimas vítimas foram inocentes. Severino Marcelino dos Santos, de 49 anos, atingido por uma bala perdida no rosto na sexta-feira, durante operação policial na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte), e Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24, baleada domingo no peito na favela Kelson's, também na Penha. As duas ocorrências envolvem o 16.º Batalhão de Polícia Militar (Olaria).
Agora, o clima de vingança se instalou e os próximos dias prometem ser bem violentos, a julgar pela frase usada pelo chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski: "Nunca um ataque contra a polícia ficou sem resposta". Na última vez que esse governo decidiu "se vingar" do assassinato de dois policiais militares em Oswaldo Cruz, iniciou uma megaoperação no Complexo do Alemão que provocou a morte de 19 pessoas num único dia: 27 de junho de 2007. Depois disso, o conjunto de favelas passou meses ocupado pela polícia e os confrontos com traficantes se estenderam.
Então, por que utilizar helicópteros com a finalidade de combate? A polícia do Rio é a única no mundo que faz esse tipo de uso. Os helicópteros devem ser usados para resgate e para monitoramento. E há explicações concretas para isso. A primeira e principal delas - levantada por vários especialistas na área de Segurança - é o fato de que o tiro da polícia tem que ter destino certo. As forças estatais de segurança têm um compromisso com a sociedade no exercício do mandato público. Não se pode admitir que a polícia dispare tiros a esmo como os traficantes. E os helicópteros, como bases móveis, não são 'plataformas' seguras para esse tipo de confronto.
Quem é o grande culpado pela violência no Rio de Janeiro? A Polícia? Os traficantes? Os consumidores de drogas? O crime organizado? Não sejamos simplórios nem maniqueístas. É evidente que são as balas perdidas. Basta ver o estrago que causam matando inocentes. São balas vagabundas sem ética nem treinamento adequado. É por isso que os bandidos já estão se armando para usar mísseis teleguiados. A Polícia, com alguns anos de atraso, também chegará lá. Não entendo como se demorou tanto tempo para tomarem essas providências elementares. Como dizem os policiais, havia antecedentes. Como dizem os juristas, havia jurisprudência. Enfim, em linguagem popular, exemplos domésticos. Afinal, todo mundo sabe que o maior culpado pelos adultérios sempre foi o sofá da sala.
E esse clima de vingança, de Vendetta quase que literal, transformará a cidade numa grande praça de guerra, quem nunca viu uma convulsão social, será apresentado à ela, temporáriamente ou não; pessoas morrerão, inocentes ou não(...) As maiores vítimas são as crianças dessas comunidades. Criança criada em favela passa a maior parte do seu tempo brincando nas viélas e nos becos da mesma. Salve-se quem puder.
Antonio Siqueira é músico, articulista e editor do Arte Vital
Oitocentos e cinqüenta e três cidades e quase 20 milhões de pessoas. Grandeza e diversidade são qualidades que não faltam a Minas Gerais. Viajar por Minas é surpreender-se com a variedade de paisagens – vales, rios e açudes – e, claro, com a já famosa simpatia de seu povo (e isso não é propaganda enganosa). Acrescente-se ao cenário natural a presença constante de belíssimas montanhas que, dependendo da estação, adquirem tons lilases ou cinzentos.
No entanto, esta Minas, ao contrário do que possa parecer, não é aquela dos cartões postais, dos pacotes de agências de viagem que incluem a capital, cidades históricas ou o famoso circuito das águas. Há outra Minas, muito além desta, que não aparece nos folhetos turísticos. Tenho tantas belas imagens de Minas na memória, tenho tanta poesia e prosa impregnando minhas lembranças; tanto de Drummond ou Rosa! E muito tenho das pessoas simples com as quais convivi e, felizmente, ainda convivo quando viajo para a região na qual nasci: o centro-oeste mineiro.
Minas são muitas (sim, isso foi propaganda de um governo nos anos 1980; perdoem o clichê). Minas é quase um país, na definição de tantas pessoas que já escreveram, cantaram e falaram sobre ela. Mas é incrível o quanto essa diversidade, essa riqueza, esse modo de vida, que encanta qualquer pessoa que se disponha a atravessar um Grande Sertão: Veredas, por exemplo, parece não entusiasmar aqueles que fazem a imprensa em Minas Gerais.
Um "reino de felicidade"
Cito apenas o "grande jornal dos mineiros", que é como se define o Estado de Minas. De vez em quando, o jornal faz uma matéria interessante sobre essa diversidade, mas isso é (infelizmente) raro. Na maioria das vezes, o que se vê é a cobertura turística (e superficial) de temas que, se explorados com verdadeiro interesse, dariam matérias, no mínimo, saborosas. É claro que há honrosas exceções, mas é pouco, diante dessa Minas grandiosa. E onde há grandeza e diversidade, há certamente problemas, inúmeros e antigos. Problemas – tão gigantescos quanto o estado – que parecem não existir quando se lê o grande jornal dos mineiros.
As páginas do EM mostram uma Minas sempre perfeita e asséptica. Tudo parece funcionar perfeitamente bem, não há miséria, não há agravos políticos, a economia vai muito bem, não há corrupção... Não há melhor assessoria de imprensa para o governo Aécio Neves do que o Estado de Minas (o grande jornal do... governador de Minas). Sim, qualquer pessoa medianamente informada sabe que conchavos entre mídia e governantes são corriqueiros, mas isso não deveria ser aceito com normalidade. Isso é, sim, revoltante e triste. Triste na medida em que sabemos que a imprensa deveria ser "os olhos do povo", mas quando a esse povo é negado o direito da crítica, temos o cenário perfeito para a imposição de meias verdades e o começo de uma verdadeira ditadura. E isso está acontecendo em Minas.
A constatação está no documentário feito pelo mineiro Daniel Florêncio [o documentário de Daniel Florêncio – a que todo mineiro deveria assistir – chama-se Gagged in Brazil (Censurados no Brasil) e já foi notícia neste Observatório]. Um documentário fundamental, aliás, não só por demonstrar as relações mesquinhas entre mídia e poder, mas também por expor um problema que significa, para mim, a morte do (bom) jornalismo. Coloque no Google "Estado de Minas X Aécio": centenas de notícias aparecerão, todas favoráveis ao governador e todas publicadas no EM. Procurando por Minas sob esse prisma, qualquer pessoa irá achar que se trata de um reino de felicidade, não condizente, por exemplo, com o fato de que o salário do professor em Minas é um dos menores do Brasil. Há algo de errado aí. Vozes dissonantes são caladas e qualquer tentativa de se analisar a coisa por outro ponto de vista é cerceada.
Limpar apenas o alpendre
Como mineira, eu gostaria de ver o grande... sendo realmente "grande", no sentido de oferecer possibilidades para que todos os mineiros e toda Minas fossem representados em suas páginas. Gostaria que houvesse abertura para o debate político saudável, gostaria que os inúmeros prefeitos corruptos de Minas pagassem realmente pelo roubo (literal) que é cometido nas cidadezinhas esquecidas, gostaria que esses tantos roubos fossem investigados e averiguados por jornalistas que, tenho certeza, sentir-se-iam motivados a ir em busca desse tipo de notícia. Há gente valorosa em Minas, entre eles, muitos jornalistas. Mas esta gente valorosa, anda sendo demitida.
No grande jornal só se pode falar da Minas-cartão-postal, a Minas que zerou o déficit, a Minas cor-de-rosa... E se tudo é mesmo assim, e se aqueles que se dispuserem a ler este artigo pensarem que estou sendo romântica demais, que jornalismo é isso mesmo, que o jornal X ou Y desse ou daquele estado também é abertamente do lado deste ou daquele político... Não sou ingênua, mas acredito ainda que tais coisas não devam ser aceitas com naturalidade. Isso não é, definitivamente, jornalismo. Enquanto a situação persistir (até quando?) prefiro procurar a Minas verdadeira, tão bela, pungente (e, sim, problemática) em outros lugares. Lugares reais e não nas páginas do Estado de Minas.
Pois o jornalismo que exclui toda a diversidade (que significa também estradas esburacadas, fome e miséria no norte do estado; salários miseráveis dos professores, agressões ambientais etc.) dessa deslumbrante Minas Gerais e tenta (apenas tenta, pois, como se vê, há descontentes cada vez mais descontentes) criar um mundo bonitinho, sinceramente me assusta e entristece. Limpar apenas o alpendre (como dizemos os mineiros) para receber as visitas enquanto a casa inteira está suja é algo que em Minas soa como falta de hospitalidade no trato com os visitantes.
De certa forma, é isso que o Estado de Minas vem fazendo com os leitores. E ai de quem ousar reclamar.
por dentro da arte no arte. a arte é mais que vital...
GERMINA LITERATURA: O que há de mais chique e moderno em termos de literatura e artes na web.
Há algumas semanas, fui convidado a apresentar um artigo na revista eletrônica GERMINA, o que me embeveceu por demais, por se tratar de uma das melhores publicações de literatura e artes afins de todo universo da web. Conta com um verdadeiro dreamtime de colaboradores e com a editoração, arte e desing das talentosas escrioras Mariza Lourenço e Silvana Guimarães, além da modesta participação deste escriba com um artigo que conta uma breve história sobre a Musica Popular Brasileira contemporânea. Visite o sítio Germina Literatura e Arte, vale muito a pena, confira:
Editoras / Arte / Design Mariza Lourenço & Silvana Guimarães
Colaboradores Abel Barros Baptista Adelto Gonçalves Ademir Demarchi Affonso Romano de Sant'Anna Alcir Pécora Alexandre Inagaki Álvaro Kassab Amador Perez Antero Barbosa Branco Leone Cândido Rolim Claudio Daniel Cláudio Portella Claudio Willer Cristiane Nascimento Daniel Francoy Denilson Lopes Denise Trevisan de Góes Dirceu Villa Enio Squeff Eustáquio Gomes Fabrício Carpinejar Felipe Fortuna Fernando Fiorese Francisco Saraiva Fino Gilberto Habib de Oliveira Giuliana Ragusa Gustavo Bernardo Guttemberg Guarabyra Idelber Avelar Ildásio Tavares Israel Kislansky J. A. Van Acker João Silvério Trevisan João Vieira João Filho Jorge Pieiro José Aloise Bahia José Nêumanne Pinto Marcelo Mirisola Maria Helena Nery Garcez Maria Maroca Mauro Faccioni Filho Milton Ribeiro Moacir Amâncio Nelson de Oliveira Pandit Garam Paulo Celso Pucciarelli Paulo Franchetti Ricardo Dias Ricardo Lima Ricardo Rizzo Roberto Ponciano Rodrigo Gurgel Rodrigo Petrônio Rodrigo de Souza Leão Vera Vouga Wilson Martins
Banda de jovens cariocas lança seu primeiro álbum inspirados nos anos 80.
Que seja, de fato, uma Nova Era.
Grupo musical de jovens cariocas lança primeiro CD inspirados no que há de melhor no pop e na MPB Moderna.
Por Antonio Siqueira
Lá pelos idos de 2004, o então menino, Igor Sebastian kartnaller, ainda com seus diminutos 17 anos, participava de fóruns de discussões sobre música, principalmente os que focavam a consagrada banda 14 BIS e alguns artistas do Clube Mineiro. De “esquineiros” famosos como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini e, um pouco fora do movimento mineiro, o lendário O Terço. Igor Sebastian é fã incondicional do 14 Bis e resolveu tocar para frente um belo sonho de moço; fundou a sua banda, a Nave de Prata. Igor sempre declara que, “Bola de meia, bola de gude” (sucesso de Milton Nascimento e Fernando Brant e com interpretação fantástica do grupo mineiro na primeira faixa do ábum 14 BIS II) foi o “divisor de águas” na sua prodigiosa carreira: “uma síntese de tudo o que eu precisava e queria para minha vida”. Conheceu os integrantes do Grupo Mineiro em um show em 2003 e partiu para a sua Long Beginner Road Music com seus (ainda mais jovens) companheiros. Igor Sebastian - Baixo/Vocal, Renan Hubner -Violão/Vocal, Tuca Oliveira - Teclados e Vocal, Heitor Mendes - Guitarra, Felipe Parpinelli – Bateria formam a simpática e carioquíssima banda Nave de Prata, que lança seu primeiro álbum A Nova Era. Todos muito jovens (Igor é o mais “idoso” com seus 21 anos) e musicistas aplicados(Tuca já se apresentou na tv tocando seu acordeon com virtuosismo), mas muito estudiosos. A evolução desses meninos foi meteórica. Em 4 anos, fizeram diversos shows pela cidade e lançaram um ótimo cd que contou com a produção competente do "papa dos jingles", Ralf Canette e as participações de Sergio Magrão e da poderosa guitarra de Claudinho Venturini na faixa A Tempestade de Renan Hubner. A Nova Era é uma viagem de estilos e ritmos. A faixa Nossa Voz, canção que menciona bem o título do álbum, é um convite à reflexão.
Essa turminha boa foi bem recebida pela crítica. Digo a “crítica não oficial”. Nomes que fazem a arte florescer na cidade e no Brasil, como Fernando Bicudo e Mônica Buonfiglio. Vermelho, co-fundador e um dos principais compositores do 14 Bis, embeveceu-se: “Fico feliz e honrado com o fato de colocarem o nome da banda em homenagem a uma musica minha, da qual gosto muito. E que foi composta aí nessa querida cidade do Rio de Janeiro, onde morei por 18 anos.” Declarou o autor de “Nave de Prata”, belíssimo hit da banda que iluminou o universo pop dos anos 1980 e continua, há 30 anos, a abrilhantar os palcos pelas cidades que se apresentam. O que chama a atenção é o crescimento e a evolução dos rapazes; Cantar em 4 ou 5 vozes como fazem Boca Livre, 14 Bis, Yes, Take 6, entre outros monstros do Rock e, ainda por cima, pilotar com eficiência os demais instrumentos, não é tarefa fácil para qualquer conjunto. A Nave de Prata, aos poucos, vai fazendo parte desse grupo seletíssimo.
Destaque para “O Segredo” de Evandro Mesquita e Ralf Canette:” E o que passou não volta mais/ você me faz querer ser um cara bem melhor...” Receita pop muito saborosa para um primeiro trabalho. Viajante Solitário de Igor Sebastian e Niel tem tudo para ser um dos hits desse verão.
Que seja, de fato, uma nova era e, o que mais traz a sensação de renovação, é o fato de estes talentosos meninos abolirem de suas vidas, aqueles rótulos tribais que a juventude insiste em desenvolver para todos os estilos, gêneros e ritmos. A música de qualidade é universal, seja ela como for, venha ela de onde vier.
Entrevista com Igor Sebastian
Arte Vital: Como surgiu a NAVE DE PRATA?
Igor Sebastian: A idéia inicial da Nave, surgiu após um show do 14 Bis em 2002, fiquei encantado com tudo aquilo, sons, luz,melodias e acordes que me fizeram viajar e acreditar num sonho. Letras que me contagiaram e me fizeram ver além. Fiquei fascinado com o 14, e decidi que queria seguir os passos e me tornar musico e fundar uma banda nos moldes do 14. Em 2004/05 dentro da sala de aula fundei a Nave de Prata, o nome veio fácil, uma musica do grande Vermelho e serviu para homenagear o 14 Bis e trazer através do nome, uma idéia visionária, nova e transformadora.
AV: Antes da formação do grupo, os "tripulantes" atuavam como na música?
IS:Iniciamos muito jovens na musica, quase todos no mesmo período e por causa da Nave. Tocávamos em casa, com amigos, mas nada profissional, o surgimento da Nave veio junto a nossa formação musical. Apenas o Tucá Oliveira que já vinha de uma bela trajetória musical, pois foi apresentado ao Brasil em programas de televisão, pelo seu talento com a sanfona, sendo tão jovem, na época com 12 anos era conhecido com “Juninho da Sanfona”.
AV - Como foi gravar com referênciais tão bons como Claudio Venturini e Sergio Magrão?
IS:Foi a realização de um sonho, pois tudo começou por causa do 14 Bis. Pra Nave gravar com o Claudio Venturini um dos 10 maiores guitarristas desse país foi um honra, um presente e uma emoção inexplicável. Já o Magrão também assina a Co – produção do CD, Magrão é o meu maior ídolo, então imagine dividir os vocais com ele na faixa “A Tempestade”, não tenho palavras. Quando comecei a pensar nisso tudo de banda, tinha como referencia o autor de “Caçador de Mim”, aprendi a tocar baixo por causa do Magrão.rs Só tenho que agradecer toda força dada por ele, pelo Claudio e por todos do 14 Bis que também tripulam essa Nave.
AV - Em uma cidade como o Rio de Janeiro que é considerada a Capital da Cultura Urbana do país, cujo o funk, o pagode e a musica eletronica dão as notas principais para a musica de massas, foi dificil lançar um trabalho de qualidade como o de vocês? Ouve uma aceitação satisfatória do público? IS: Realmente estamos no olho do furacão aqui no Rio, mas de certa forma é bem bacana, pois o “diferente” chega com mais facilidade, chama certa atenção. Acredito que estamos no lugar certo, mesmo com tantas adversidades, se fosse fácil não teria graça. Quando decidimos fundar a Nave, sabíamos das dificuldades, mas a Nave é isso, nossa vontade e maior sonho é levar musica de qualidade e, além disso, tentar transformar de alguma maneira nossa geração, fazer pensar, sonhar, amar, trazer novamente as coisas boas pro centro do debate e agir mais do que falar. Graças a Deus conseguimos e estamos alcançando um bom publico, que vai de jovens à “Boa Idade”.rs Nos shows isso fica bem evidente. Acredito que as pessoas estão sedentas e carentes por musica boa e com letras bacanas, só falta aparecer que as pessoas aprovam e curtem.
AV -Grande parte dessa conquista do primeiro cd foi merito de vocês, sem dúvida. Vocês contaram com uma fera protutiva que é o Half Canetti, talvez o maior produtor de Jingles do Brasil. Como foi ganhar de presente a musica O Segredo de Evandro Mesquita ( parceria com o mesmo Canetti) que é ícone da geração que deu o "pé na porta" para a musica pop no Brasil?
IS: Costumo dizer que o Ralph foi e é nosso guru musical, foi maravilhoso dividir com ele a produção desse CD. Em relação a musica “O Segredo”, partiu do Evandro, que falou pro Ralph que ficaria bacana a canção cantada pela Nave, que tem a cara jovem...
Assim que ouvimos achamos show e logo ingressou pro CD. Nada melhor pra gente, pois a Nave traz na bagagem toda formação da década de 70/80 e a Blitz e o Evandro, foram os percussores do Rock Nacional, além da honra que é levar na tripulação dessa Nave o Evandro Mesquita, a musica veio traduzir toda essa influencia que habita essa Nave de Prata, que relembra e traz com uma nova roupagem, com a característica da Nave.
AV - E os planos para voos futuros do Nave de Prata?
IS: Os Planos são muitos. Em breve estaremos fazendo shows da turnê – A Nova Era pro todo Brasil, para divulgar nosso CD. Ainda esse ano deve ocorrer uma surpresa muito bacana que vai ser um sonho para nós, mas ainda não posso revelar, mas assim que estiver tudo certo divulgaremos por aqui, pelo nosso site que é o www.navedeprata.com e pela internet (Orkut.etc..). Estamos na fase de curtir e agradecer todo esse movimento que está ocorrendo pelo lançamento desse 1° trabalho. E logo, logo o 2° vem por ai...E A NAVE VAI!